Opositor disse ter conversado com o premiê espanhol e cobrado a libertação de presos políticos no país sul-americanoOpositor disse ter conversado com o premiê espanhol e cobrado a libertação de presos políticos no país sul-americano

González pede o reconhecimento de sua vitória nas eleições da Venezuela

2026/01/10 03:13
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O diplomata e analista político Edmundo González Urrutia (Plataforma Unitária Democrática, centro-direita) voltou a pedir, nesta 6ª feira (9.jan.2026), o reconhecimento formal de sua suposta vitória nas eleições presidenciais venezuelanas de 2024.

O pedido teria sido feito durante conversa telefônica com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez (Partido Socialista Operário Espanhol, esquerda). As eleições foram oficialmente vencidas por Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), que foi capturado pelos Estados Unidos no sábado (3.jan).

Em seu perfil oficial no X, González Urrutia afirmou: “A Venezuela precisa de uma transição real, e para que isso aconteça, todos os presos políticos devem ser libertados. Fim da perseguição, desarmamento dos grupos paramilitares e respeito à vontade popular expressa em 28 de julho”, em referência ao pleito de julho de 2024. Na 5ª feira (8.jan), ele já havia pedido para que as Forças Armadas do país reconhecessem os resultados das eleições.

Ele concorreu no lugar de sua aliada María Corina Machado, que foi proibida pelo governo de Maduro de se candidatar.

Segundo González, ele destacou durante a ligação com Sánchez que “a libertação dos presos políticos venezuelanos não pode ser seletiva e deve ser verificada; sem dúvida, liberdade plena e incondicional”.

A declaração vem depois de a Venezuela liberar 8 opositores nesta 6ª feira (9.jan), segundo a ONG Foro Penal. Entre os soltos estão a ativista Rocío San Miguel, o ex-candidato presidencial Enrique Márquez e os opositores Biagio Pilieri e Larry Osorio Chía. A medida foi tomada sob liderança interina de Delcy Rodríguez, 1 dia depois do anúncio de que detidos seriam soltos.

O candidato opositor deixou a Venezuela em setembro de 2024 e se estabeleceu em Madri. A saída veio depois que autoridades venezuelanas emitiram um mandado de prisão contra ele.

Em um comunicado liberado pela sua equipe depois da ligação ele afirmou: “A reconstrução democrática na Venezuela depende do reconhecimento explícito dos resultados eleitorais de 28 de julho de 2024”.

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