Nota de dólar em destaque durante sessão de baixa da moeda norte-americana frente ao real no fechamento do ano
Na sexta-feira (09), o dólar comercial fechou com variação de -0,3%, valendo R$5,3718, após ter começado o dia cotado a R$5,3887.
O dólar iniciou nesta segunda-feira (12) cotado a R$5,3648.
Acompanhe nossa análise diária.
Confira a cotação do dólar em tempo real
Na sexta-feira (09), o dólar comercial fechou com variação de -0,4%, valendo R$5,3646, após ter começado o dia cotado a R$5,3882.
A semana começa com agenda mais carregada no exterior, puxada pelo CPI dos Estados Unidos, Livro Bege do Federal Reserve, além de balanços de grandes bancos americanos. Também entram no radar a balança comercial e o PIB da China.
Nos EUA, grandes bancos dão largada à temporada de balanços do quarto trimestre. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana podem calibrar expectativas sobre juros.
No Brasil, a agenda dá destaque para a pesquisa de serviços, vendas no varejo e IBC-Br. O noticiário institucional também ganha peso com o caso do Banco Master.
Os futuros de Nova York operam em queda firme após o Fed receber intimação do Departamento de Justiça envolvendo possível investigação contra Jerome Powell. O episódio eleva a percepção de risco institucional.
Powell afirmou que não cedeu a pressões por cortes mais agressivos de juros durante o governo Trump. O caso reacende temores sobre perda de autonomia do Banco Central americano.
Em meio ao aumento das incertezas, os metais preciosos como ouro, prata e cobre registram forte valorização na sessão.
O cenário geopolítico chama atenção após o Irã elevar o tom contra EUA e Israel, em meio à escalada de protestos domésticos. Complementarmente, líderes da Groenlândia divulgaram comunicado reafirmando a soberania da ilha.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que sanções adicionais à Venezuela podem ser suspensas temporariamente para facilitar as vendas de petróleo. A sinalização repercute nos mercados de energia.
Na sexta-feira, Donald Trump defendeu um teto de 10% para juros de cartões de crédito por um ano. A proposta pressiona expectativas do setor financeiro.
O mercado segue repercutindo o acordo histórico entre Mercosul e União Europeia, fechado na sexta-feira. O tema volta ao centro das discussões econômicas e comerciais.
Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil pode obter melhores condições tarifárias para acessar seu segundo maior destino de exportações. O avanço é visto como estrutural para o comércio exterior.
O acordo ocorre em um momento de reorganização das cadeias globais. O impacto tende a ser observado de forma gradual, especialmente no agronegócio.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reúne com o ministro do TCU, Vital do Rêgo Filho, para tratar da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro.
O encontro ocorre após auditores do Tribunal de Contas da União constatarem que o Banco Central atuou corretamente em todas as etapas do processo. A interlocução entre as instituições entra no radar.
A condução do caso segue acompanhada pelo mercado, diante da repercussão recente e do envolvimento do TCU. O tema permanece relevante para o ambiente doméstico.


