O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, afirmou nesta 2ª feira (12.jan.2026) que a reunião com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, eliminou a necessidade de uma medida cautelar para suspender o processo de liquidação do Banco Master.
Segundo Vital, houve “convergência absoluta” entre as instituições. O Banco Central concordou em abrir os dados para uma inspeção do Tribunal de Contas da União, reconhecendo a competência da Corte de Contas como fiscal de “segunda ordem”.
“Eu entendo que afasta [a medida cautelar]. Entendo que afasta porque foi uma reunião em que nós convergimos para o mesmo fim, o fim de fiscalizar e respeitar as nossas prerrogativas”, disse o ministro a jornalistas após o encontro.
A tensão entre os órgãos havia escalado após o relator do caso no TCU, ministro Jhonatan de Jesus, classificar a liquidação extrajudicial como “precipitada” e indicar a possibilidade de reverter a decisão da autoridade monetária.
Vital do Rêgo, no entanto, foi enfático ao negar que o Tribunal tenha poder para desfazer o ato do BC. “O TCU tem poder para reverter a liquidação do Banco Master? Não, não tem”, declarou.
Eis os destaques da fala do presidente do TCU:
- competência – o BC reconheceu a legitimidade do TCU para auditar o processo administrativo e criminal da liquidação;
- limites – a inspeção respeitará o sigilo bancário e as prerrogativas da autoridade monetária;
- prazo – a análise dos documentos começa imediatamente. O plenário do TCU deve julgar os embargos do caso na próxima 4ª feira (21.jan);
- relator – Vital do Rêgo evitou falar sobre Jhonatan de Jesus, afirmando apenas que ele é o “presidente do inquérito”, mas ressaltou que a decisão final sobre a liquidação é ato administrativo e regulatório do BC.
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