A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta 2ª feira (12.jan.2026) que ataques aéreos contra o Irã estão sendo considerados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), como uma das opções de resposta à violência durante protestos antigoverno.
A possibilidade de intervenção militar é aventada depois de 3 semanas de manifestações no Irã contra o líder supremo do país, Ali Khamenei, que resultaram em 544 mortes, sendo 47 de policiais, e em 10.681 prisões, até domingo (11.jan). Segundo Leavitt, o governo Trump tem monitorado a situação e avalia diferentes respostas, embora mantenha a diplomacia como prioridade.
“Uma coisa que o presidente Trump faz muito bem é sempre manter todas as suas opções na mesa. E ataques aéreos seriam uma das muitas, muitas opções que estão na mesa para o comandante chefe. A diplomacia é sempre a primeira opção para o presidente. O presidente demonstrou que não tem medo de usar opções militares se e quando julgar necessário, e ninguém sabe disso melhor que o Irã”, disse a porta-voz do governo norte-americano.
Trump afirmou no sábado (10.jan) que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar” os iranianos. Em resposta, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, disse no domingo (11.jan) que qualquer intervenção militar dos Estados Unidos no país será respondida com ataques a Israel e a bases norte-americanas na região.
Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.
Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O país persa reagiu. De acordo com informações da Hrana (Human Rights Activists News Agency), agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro. Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.
Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):


