Memorando tem duração de 5 anos e estabelece critérios para intercâmbio técnico com foco em lítio, cobre, níquel e terras rarasMemorando tem duração de 5 anos e estabelece critérios para intercâmbio técnico com foco em lítio, cobre, níquel e terras raras

Brasil e Arábia Saudita firmam acordo para cooperação em mineração

2026/01/14 03:04
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O Brasil e a Arábia Saudita firmaram nesta 3ª feira (13.jan.2026) um memorando de entendimento para ampliar a cooperação bilateral na área de recursos minerais. O acordo foi assinado em Riad, capital saudita, pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), e pelo ministro da Indústria e Recursos Minerais saudita, Bandar Al-Khorayef.

O memorando tem vigência de 5 anos e estabelece bases para intercâmbio técnico, estímulo a investimentos e desenvolvimento conjunto de projetos de mineração, com foco em minerais estratégicos para a transição energética, como lítio, cobre, níquel e terras raras –insumos essenciais para baterias, veículos elétricos e fontes renováveis.

Entre os principais pontos do acordo está a possibilidade de criação de uma Aliança de Investimento em Mineração Brasil-Arábia Saudita, voltada à cooperação em exploração, processamento e agregação de valor aos minérios. 

A iniciativa, segundo o governo federal, busca aproximar o potencial geológico brasileiro da capacidade financeira e tecnológica saudita, inclusive por meio de fundos de investimento e parcerias com o setor privado.

O texto também trata da cooperação técnica em geologia, exploração e avaliação de minérios, além da troca de especialistas, programas de capacitação e transferência de tecnologias. 

Há ainda previsão de treinamentos para geólogos, engenheiros de minas e especialistas ambientais, com foco na redução de impactos ambientais e no uso eficiente dos recursos naturais.

transição energética

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o entendimento reforça o interesse dos países em ampliar a segurança mineral e desenvolver cadeias produtivas ligadas à transição energética. O acordo mantém em pauta o diálogo sobre fertilizantes, tema considerado estratégico para o Brasil, além do fortalecimento do comércio bilateral de insumos minerais.

“O Brasil está construindo alianças estratégicas com países que compartilham uma visão de futuro baseada em desenvolvimento, inovação e transição energética”, afirmou Alexandre Silveira. 

Para ele, a cooperação com a Arábia Saudita pode ajudar o país a atrair investimentos, desenvolver tecnologia e avançar na industrialização do setor mineral.

A Arábia Saudita tem buscado diversificar sua economia, tradicionalmente dependente do petróleo, e ampliar sua atuação global em mineração. Já o Brasil tem no acordo uma oportunidade de atrair capital estrangeiro e avançar na cadeia de valor, indo além da simples exportação de minério bruto.

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