A BASF Soluções para Agricultura captou R$ 1,4 bilhão por meio da quarta emissão de cotas de um FIAGRO FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), visando ampliar o acesso de produtores rurais a recursos para o desenvolvimento de lavouras.
Os recursos captados tiveram como base a cessão de recebíveis provenientes da venda de insumos agrícolas da BASF. Esses créditos vão financiar a venda de insumos para distribuidores, cooperativas e produtores rurais, que passam a compor o lastro do fundo.
O FIAGRO FIDC é um fundo que reúne direitos creditórios ligados ao agronegócio. Na prática, o modelo permite a antecipação de valores que seriam recebidos no futuro, conectando o mercado de capitais às necessidades de financiamento da cadeia agrícola.
Em janeiro do ano passado, durante a terceira emissão, a BASF levantou R$ 800 milhões. Ao longo de 2025, o fundo aumentou 30%.
A emissão foi realizada pelo FIAGRO FIDC Opea Agro Insumos, fundo lançado em 2022 e administrado pela Opea, que também responde pela cobrança dos créditos. O Itaú BBA atuou como coordenador líder da operação.
“Entramos na quarta emissão de cotas para este FIAGRO FIDC que vem apresentando um crescimento exponencial, continuando com a missão de proporcionar mais crédito para a aquisição de insumos pelos clientes da BASF, empresa com a qual temos uma sólida parceria há mais de 9 anos, desde as primeiras emissões de CRA no passado”, afirma Renato Barros Frascino, Head de Agronegócio da Opea.
Para Bianca Daminato, gerente de Operações Estruturadas da BASF Soluções para Agricultura, a ampliação do uso desse tipo de estrutura reforça o posicionamento de longo prazo da companhia no país.
“Estas iniciativas permitem ampliar a presença de tecnologias de ponta no campo, endereçando dores reais do agricultor em diferentes culturas e respeitando a ciclicidade de mercado e a demanda por capital — sempre alinhadas ao nível de risco considerado aceitável pela governança da empresa”, afirmou.
Frascino explica que instrumentos como FIAGRO FIDC e CRA vêm sendo utilizados por empresas de insumos como parte de uma estratégia para ampliar o potencial de vendas.
Segundo ele, essas estruturas utilizam o mercado de crédito estruturado como fonte de financiamento sem gerar aumento do endividamento corporativo.
“Estruturas como essa que foi modelada para a BASF não representam endividamento adicional para a empresa, um grande benefício para o tomador dos recursos”, disse.
Atualmente, a Opea administra 20 fundos, com R$ 4,9 bilhões sob gestão. Desse total, R$ 4,3 bilhões estão alocados em estratégias voltadas ao agronegócio, reforçando o peso do setor na carteira da gestora.
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