Conhecida como uma das estradas mais perigosas e belas do planeta, a Rodovia Sichuan-Tibet (G318) conecta a China ao Tibete através de 2.142 km de terreno implacável. Cruzar 14 montanhas acima de 4.000 metros exige coragem para enfrentar avalanches, deslizamentos e o ar rarefeito do “teto do mundo”.
A construção e manutenção dessa estrada são um desafio contínuo para a engenharia. A rota atravessa uma região geologicamente instável, propensa a terremotos e deslizamentos de terra constantes, especialmente durante a estação das monções. O terreno muda drasticamente de vales profundos para picos nevados em questão de quilômetros.
(Imagem ilustrativa)A rodovia chinesa de 2.142 km que cruza 14 montanhas e é conhecida por seus perigos naturais
Além disso, a estrada enfrenta o desafio do “permafrost” (solo congelado) e de avalanches de neve e pedras que podem bloquear o caminho por dias. Manter a Rodovia Sichuan-Tibet aberta é uma batalha diária contra as forças da natureza, exigindo equipes de reparo estacionadas ao longo de todo o trajeto.
A estrada cruza 14 passos de montanha com altitudes superiores a 4.000 metros e dois acima de 5.000 metros. Nessa altura, o oxigênio é escasso, o que causa o mal da altitude (soroche) nos viajantes e reduz a potência dos motores dos veículos, tornando as ultrapassagens perigosas.
Se você se interessa por roteiros de paisagens extremas na Ásia, confira o guia do canal Great Tibet Tour. Os especialistas detalham a deslumbrante Sichuan-Tibet Highway (G318), apresentando as montanhas nevadas, desfiladeiros e lagos que compõem uma das avenidas cênicas mais bonitas da China ao longo de seus 5.400 km:
O clima é extremamente volátil. É possível enfrentar sol, chuva, granizo e neve no mesmo dia. O governo chinês investe pesado em infraestrutura, mas a geografia impõe limites severos. Para viajantes, a aclimatação é vital, um tema de saúde abordado em guias de medicina de viagem do Ministério da Saúde.
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Além da altitude, a geometria da estrada é assustadora. Existem trechos famosos, como as “99 curvas”, onde a estrada serpenteia encostas verticais sem proteção lateral adequada. O tráfego pesado de caminhões militares e de carga em pistas estreitas aumenta o risco de acidentes fatais.
Deslizamentos de rochas são frequentes e imprevisíveis, podendo esmagar veículos ou varrê-los para os precipícios. A atenção deve ser total, e a condução defensiva é a única forma de mitigar os riscos em um ambiente tão hostil.
Principais perigos da rota a seguir:
A rodovia corta ecossistemas frágeis e intocados. O aumento do tráfego trouxe poluição e lixo para áreas remotas do Himalaia. Por outro lado, a estrada é vital para o abastecimento do Tibete, sendo a principal artéria econômica da região.
Apesar dos riscos, a beleza cênica atrai aventureiros. Florestas alpinas, glaciares e mosteiros tibetanos compõem a paisagem. Dados globais sobre infraestrutura em áreas extremas são frequentemente citados em alertas de viagem pelo Itamaraty.
| Estatística | Rodovia Sichuan-Tibet (Rota Sul) |
| Extensão | 2.142 km. |
| Altitude Média | Acima de 3.000m. |
| Ponto Mais Alto | Passo Dongda (5.130m). |
| Tempo de Viagem | 7 a 10 dias (mínimo). |
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