Após ter encerrado 2025 com a maior alta anual desde 2016, subindo 34% e renovando recordes 32 vezes, a Bolsa brasileira começou 2026 ainda melhor. Nesta última quinta-feira (15), o Ibovespa atingiu uma nova máxima histórica, aos 165.568,32 pontos.
O movimento, segundo analistas, está atrelado a uma combinação de fatores, como:
Em análise gráfica, a equipe do Itaú BBA aponta que, após a superar consistentemente os 165 mil pontos, o principal índice da B3 passa a mirar, como primeiro objetivo, o patamar dos 180 mil pontos.
Entretanto, também destacam que apesar das máximas recentes, parte dos índices setoriais ainda não alcançou os maiores níveis dos últimos 12 meses, o que pode manter um mercado mais seletivo no curto prazo.
A inflação acumulada em 12 meses, medida pelo IPCA, fechou dezembro em 4,26%, dentro do intervalo de tolerância, enquanto a Selic em 15% ao ano continua bastante restritiva, abrindo espaço para um corte da taxa, segundo Lucas Sharau, economista da iHUB Investimentos. Para ele, essa expectativa já começa a ser precificada pelos ativos de risco, impulsionando a Bolsa.
Investidores também acompanham as sinalizações do Federal Reserve (Fed) sobre o início de cortes de juros nos EUA, uma vez que um ambiente de juros mais baixos no país tende a estimular o fluxo de capital para mercados emergentes, como o Brasil.
Outro ponto que sustentou os recordes recentes foi o desempenho das blue chips (ações de grande peso), com papéis como Vale, Petrobras e Itaú registrando ganhos relevantes nas últimas sessões.
Luise Coutinho, head de produtos e alocação da HCl Advisors, explica que as altas dessas ações vem sendo favorecidas por fluxos de compra associados a recomendações positivas de grandes bancos de investimento para o mercado brasileiro.
A alta da Bolsa brasileira também foi impulsionada pela leitura de menor tensão geopolítica no cenário internacional. O movimento positivo ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar um recuo nas ameaças de uma possível ação militar contra o Irã, o que reduziu a aversão ao risco nos mercados e favoreceu ativos de países emergentes.
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