Portugal decide neste domingo (18.jan.2026) seu novo presidente, sendo o 1º país europeu com eleições em 2026. Cerca de 11 milhões de eleitores vão escolher entre os 11 candidatos à Presidência da República, um número recorde de candidaturas.
São 14 nomes que aparecem na cédula, mas 3 deles não são candidatos. As candidaturas de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa foram rejeitadas por não cumprirem as regras exigidas. Porém, segundo a CNE (Comissão Nacional de Eleições), não houve tempo de imprimir novos boletins de voto. A ordem dos nomes dos candidatos na cédula foi determinada por sorteio.
Nas eleições presidenciais de Portugal, os candidatos não precisam estar ligados a nenhum partido, podendo se apresentar como independentes. Dentre os 11, são 4 os que se candidataram sem partido.
Eis a lista dos 11 candidatos à Presidência de Porgutal, em ordem alfabética:
Caso nenhum dos candidatos acima obtenha mais da metade dos votos, será realizado um 2º turno, em 8 de fevereiro, entre os 2 mais votados. A única eleição presidencial portuguesa em que houve um 2º turno foi em 1986, entre Diogo Freitas do Amaral, candidato do CDS, e Mário Soares, do PS, que venceu.
De acordo com a SGMAI (Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna), dos 11.039.672 eleitores portugueses recenseados para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, 1.777.019 residem no estrangeiro, sendo 1.050.356 na Europa.
Com uma comunidade de aproximadamente 500 mil pessoas –número mencionado pelo primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro (Partido Social-Democrata, centro-direita), em março de 2025–, vários brasileiros podem votar nas eleições presidenciais de Portugal. Eis as condições:
Ao contrário do Brasil, o voto não é obrigatório em Portugal.
Em um cenário de forte fragmentação política, não há um favoritismo claro para uma vitória já no 1º turno. De acordo com projeções do Estimador.pt, plataforma que agrega e modela dados de sondagens eleitorais, a probabilidade de haver 2º turno em 8 de fevereiro é de 99%.
Pesquisa de intenções de voto divulgada pela RTP na 4ª feira (14.jan) mostra que a disputa está acirrada. O levantamento entrevistou 1.770 eleitores de 6 e 9 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Eis o cenário:
Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto.
Eis os breves perfis dos principais nomes da corrida presidencial:
O pleito ocorre em um contexto de debates concentrados em temas considerados as maiores preocupações dos eleitores em levantamentos recentes. Segundo o Eurobarómetro divulgado em dezembro de 2025, o aumento dos preços e o acesso à habitação estão entre as principais preocupações dos portugueses, ao lado da saúde.
A imigração também ganhou destaque na campanha. O tema apareceu recorrentemente nos debates, sobretudo associado a questões de identidade nacional, mercado de trabalho e pressão sobre serviços públicos.
Embora não figure entre as maiores preocupações no topo das sondagens gerais, o assunto mobilizou segmentos específicos do eleitorado e foi usado por alguns candidatos como elemento de diferenciação política. É uma das principais bandeiras do candidato de direita André Ventura (Chega), que aparece entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto.
O país aprovou em 2025 a nova lei de imigração, que estabelece mudanças para controlar o fluxo migratório.
O vencedor das eleições assume em 9 de março de 2026, substituindo Marcelo Rebelo de Sousa, depois de 10 anos de mandato. Terá à frente do governo um primeiro-ministro de centro-direita, Luís Montenegro, e uma Assembleia da República cuja 2ª maior força é o Chega, partido da direita. Em 6 anos, o Chega passou de 1 para 60 deputados no Parlamento português.
O mandato do presidente de Portugal dura 5 anos, contados a partir da data da tomada de posse. O presidente português pode ser reeleito, mas não pode exercer mais de 2 mandatos consecutivos.
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