O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, perdeu fôlego após duas sessões consecutivas acima dos 165 mil pontos e encerrou a sessão de sexta-feira (16) em queda de 0,46%, aos 164.799,98 pontos, em um movimento de realização de lucros.
A retração foi parcialmente amortecida pelo desempenho da Petrobras. As ações da estatal avançaram 0,27% (ON) e 0,79% (PN), acompanhando a recuperação parcial dos preços do petróleo no mercado internacional.
Já a Vale, ação de maior peso no índice, encerrou o dia com leve alta de 0,03%, enquanto o setor financeiro foi o principal foco de pressão negativa sobre o Ibovespa, com destaque para os papéis do Itaú PN, que recuaram 0,83%.
Em destaque no Ibovespa, Copasa (+2,51%) liderou as altas do dia, enquanto a Vamos registrou a maior perda, em queda de 9,09%.
Apesar do ajuste desta sexta-feira, analistas destacam que o fluxo estrangeiro segue como um dos principais vetores de sustentação do mercado brasileiro, além do protagonismo de Petrobras e Vale no início de 2026.
No câmbio, o dólar desacelerou o ritmo de alta, fechando em leve alta de 0,08% ante o real, negociado a R$ 5,37, em um ambiente ainda favorável ao carry trade no Brasil.
Os mercados globais iniciam a semana sob um novo choque de volatilidade após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de impor tarifas a oito países europeus — Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido — que apoiam a independência da Groenlândia.
Segundo Trump, as alíquotas iniciais seriam de 10% a partir de 1º de fevereiro, com elevação para 25% em 1º de junho caso não haja acordo.
A reação foi imediata na Europa. O primeiro-ministro da Irlanda afirmou que a União Europeia adotará medidas de retaliação se as tarifas forem implementadas. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, classificou as ameaças como “inaceitáveis” e disse que os países europeus responderão de forma coordenada.
O agravamento das tensões comerciais ocorre em meio ao início do Fórum Econômico Mundial, em Davos. O encontro acontece enquanto a União Europeia mantém suspensa a ratificação do acordo comercial com os EUA e avalia retomar um pacote de tarifas estimado em 93 bilhões de euros sobre produtos americanos.
Na agenda internacional, a divulgação de indicadores da China abre a semana, com crescimento de 4,5% do PIB no quarto trimestre. Nos Estados Unidos, o feriado de Martin Luther King mantém os mercados fechados nesta segunda-feira, mas os próximos dias reservam dados relevantes, como PIB, PCE e a divulgação dos balanços de empresas como Intel e Netflix.
O cenário externo também será influenciado pela reunião do Banco do Japão (BoJ) e pelo próprio Fórum de Davos, que começa hoje com presença recorde de chefes de Estado e a ausência do presidente Lula.
No Brasil, a agenda econômica é esvaziada. O principal dado da semana será a arrecadação federal de 2025, prevista para esta quinta-feira (22), mesma data da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
No âmbito do caso Master, nesta segunda-feira inicia o pagamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a cerca de 150 mil investidores que já concluíram a solicitação de reembolso após a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central há dois meses.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações sobre fraudes envolvendo a instituição.
O caso ganhou novo capítulo após a ONG Transparência Internacional Brasil pedir à Procuradoria-Geral da República que Toffoli seja declarado impedido de relatar e julgar o processo. O pedido ocorreu após reportagens do Estadão revelarem que uma empresa ligada aos irmãos do ministro recebeu recursos de um dos investigados no caso.
As Bolsas da Europa desabam diante da ameaça de Donald Trump de impor tarifas a oito países que se opõem ao plano de anexação da Groenlândia.
No mercado europeu, o destaque do dia é a inflação ao consumidor de dezembro na zona do euro, em um pregão esvaziado pelo feriado nos Estados Unidos. O CPI avançou 0,2% no mês, após queda de 0,3%, em linha com as expectativas. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 1,9%, abaixo dos 2,1% anteriores e levemente inferior ao consenso de 2%.
Na Ásia, os mercados iniciaram a semana sem direção única após a produção industrial da China superar as expectativas em dezembro, enquanto as vendas no varejo ficaram abaixo do previsto. No período, o PIB chinês avançou 5% na comparação anual.
Xangai reagiu de forma positiva subindo 0,30% e Shenzhen, 0,5%, enquanto na Coreia do Sul, o índice Kospi registrou ganhos de 1,32% após alta de empresas de semicondutores. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou negativo em 1,05%.
Em Nova York, os índices futuros abriram em queda, dia de feriado de Martin Luther King, com os mercados à vista fechados.
O movimento reflete a ameaça de Donald Trump de impor tarifas a oito países europeus após resistência ao seu interesse em controlar a Groenlândia.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro: -0,06%
• FTSE 100: -0,64%
• CAC 40: -1,59%
• Nikkei 225: -0,65%
• Hang Seng: -1,05%
• Shanghai SE Comp: +0,3%
• MSCI World -0,2%
• MSCI EM +0,1%
• Bitcoin -2,6% a US$ 92916,63
Nos EUA, os mercados permanecem fechados nesta segunda-feira em razão do feriado do Dia de Martin Luther King Jr., o que reduz a liquidez global. A atenção dos investidores, no entanto, já se volta para a agenda da semana, que tem como principal destaque a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) americano na quinta-feira.
No cenário internacional, os mercados repercutem os dados mais recentes da China. A segunda maior economia do mundo alcançou a meta oficial de crescimento de 5% em 2025 na comparação anual, sinalizando resiliência das exportações mesmo após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos. No quarto trimestre, o PIB chinês avançou 4,5% em relação ao mesmo período de 2024.
Outro fator acompanhado de perto pelos investidores é a atualização das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição passou a estimar crescimento de 3,3% para a economia global neste ano, mesmo ritmo projetado para 2025.
O número representa uma revisão positiva de 0,2 ponto percentual em relação ao relatório divulgado em outubro. Para 2027, a expectativa foi mantida em 3,2%.
Para o Brasil, o FMI revisou para baixo a projeção de crescimento da economia em 2026. A instituição agora estima alta de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), ante previsão anterior de 1,9%. Para 2027, o FMI fez um ajuste positivo, elevando a expectativa de crescimento para 2,1%, 0,1 ponto porcentual acima da estimativa anterior.
Na agenda da semana, destaque para a divulgação do Boletim Focus, que reúne as projeções do mercado para inflação, juros, câmbio e atividade econômica. Outro dado aguardado é a balança comercial de janeiro, com divulgação prevista para as 15h.
Além dos indicadores, o mercado acompanha a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, marcada para as 10h desta segunda-feira no portal UOL, que pode trazer sinais sobre a condução da política econômica.
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