Janeiro tem sido volátil para o Bitcoin (BTC), com o ativo enfrentando novas pressões devido à intensificação de tensões geopolíticas entre os EUA e a União Europeia após os recentes anúncios de tarifas do presidente Trump.
Nas últimas 24 horas, a principal criptomoeda recuou quase 2,5%, caindo de US$ 95.063 para US$ 92.663. Analistas destacam sinais de mercado de baixa que podem se intensificar em 2026 e dificultar a vida do Bitcoin.
Em publicação recente no X, o analista Titan of Crypto identificou mudança de tendência no gráfico semanal do Bitcoin usando o indicador Ichimoku Cloud. O sinal, conhecido como “Kumo twist”, ocorre quando linhas do indicador se cruzam, alterando a direção da tendência.
No caso atual, o cruzamento indica mudança para tendência de baixa. Analisando ciclos anteriores, o analista observou que sinais semanais semelhantes antecederam correções expressivas, com quedas de cerca de 67% a 70%.
O Bitcoin está abaixo de sua média móvel de 365 dias, próxima de US$ 101 mil. Essa barreira foi determinante no mercado de baixa de 2022, quando impediu tentativas de recuperação.
Segundo análise do Coin Bureau, a posição do Bitcoin abaixo dessa média indica que o mercado ainda opera em condição de baixa.
O analista Raven, que utiliza o canal de Gauss no gráfico de cinco dias, observou que o BTC perdeu o nível mediano desse canal. Perder e não conseguir recuperar esse patamar historicamente marca o início de fases mais intensas de correção.
O histórico do BTC mostra padrão recorrente de quedas acentuadas após picos de ciclo. Após atingir o topo em 2013, o ativo caiu cerca de 75,9%. Em 2017, houve recuo de 81,2%, seguido por queda em torno de 74% depois do pico de 2021.
No ciclo atual, o recuo é bem mais contido, com perdas pouco acima de 30% — correção considerada pequena diante do padrão histórico. Isso sugere que o movimento baixista pode estar nos estágios iniciais, com espaço para novas quedas.
Bull-Bear Market Cycle Indicator, que acompanha fases amplas do mercado, aponta que o cenário de baixa começou em outubro de 2025. No entanto, o indicador ainda não avançou para fase extrema de correção.
Dados on-chain indicam aumento nas entradas de Bitcoin para exchanges. Esse movimento é dominado por investidores de médio e grande porte, especialmente nas faixas entre 10 e 100 BTC e entre 100 e 1.000 BTC.
O crescimento das transferências costuma indicar intensificação de distribuição em vez de acumulação, já que participantes transferem ativos em preparação para possíveis vendas.
“A atividade desse grupo tende a ser mais representativa do que fluxos fragmentados de varejo, pois reflete decisões estratégicas. A combinação de influxos elevados em exchanges e distribuição dos grandes investidores sugere que o mercado está entrando em uma fase mais delicada”, destacou um analista no CryptoQuant.
O Bitcoin apresenta múltiplos sinais de mercado de baixa nos indicadores técnicos, históricos e on-chain. Permanece a dúvida se o ativo seguirá padrões históricos de queda ou surpreenderá o mercado com retomada de força.
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