Levantamento mostra que 80% dos brasileiros consideram a Justiça lenta ou omissa na punição dos responsáveis por rompimento de barragemLevantamento mostra que 80% dos brasileiros consideram a Justiça lenta ou omissa na punição dos responsáveis por rompimento de barragem

PoderData: 52% defendem prisão de ex-dirigentes da Vale por Brumadinho

2026/01/20 17:00

Pesquisa PoderData feita de 27 a 30 de dezembro de 2025 mostra que 52% dos brasileiros são favoráveis à prisão preventiva de ex-dirigentes da Vale e de responsáveis técnicos pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ocorrido em janeiro de 2019. Há ainda 80% que avaliam que a Justiça é lenta ou omissa na punição dos responsáveis pela tragédia, que matou 272 pessoas.

O levantamento foi realizado de 27 a 30 de dezembro de 2025, com 3.200 entrevistas em 111 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,9 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

Além da percepção de impunidade, a pesquisa indica que há um temor de repetição de crimes semelhantes. Para 68% dos entrevistados, uma tragédia como a de Brumadinho pode voltar a ocorrer no país, o que sugere desconfiança na capacidade de prevenção do Estado e das empresas do setor.

A atuação da mineradora também é avaliada negativamente. 58% dizem que a Vale faz menos do que o suficiente ou não faz nada para reparar famílias e cidades atingidas. Já 45% afirmam que a mineração no Brasil está menos segura hoje do que antes do rompimento.

Em Minas Gerais, Estado diretamente afetado, a desconfiança é maior: 83% dos entrevistados avaliam a atividade mineral como insegura, ante 54% no restante do país. A expectativa de novo rompimento também é mais elevada entre os mineiros.

Segundo a presidente da Avabrum (Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão), Nayara Porto, os dados refletem a avaliação das famílias desde 2019: “A sociedade brasileira compreende a gravidade do crime de Brumadinho e reconhece que ainda não houve justiça” .

O estudo registra ainda apoio a medidas punitivas mais severas. 74% defendem a cassação definitiva dos registros profissionais de engenheiros e geólogos envolvidos no caso. Outros 70% dizem que multas ambientais deveriam ser destinadas prioritariamente às associações de familiares das vítimas, e não ao caixa geral do poder público.

A pesquisa indica um descrédito em relação à comunicação corporativa da empresa. Para 60%, campanhas institucionais e ambientais após Brumadinho e Mariana são vistas como tentativas de reconstrução de imagem, sem mudanças estruturais ou reparações suficientes –percepção que cresce conforme o nível de escolaridade.

De acordo com o coordenador de projetos do PoderData, Mateus Netzel, “a pesquisa mostra dados importantes sobre a memória e também sobre como a população avalia o processo de julgamento dos responsáveis e a reparação das vítimas e familiares”. Ele destaca que, mesmo tendo ocorrido há 7 anos, “a tragédia ainda é lembrada por 79% dos brasileiros, número que cresceu 10 pontos percentuais desde 2024. Isso mostra a importância das ações de preservação da memória das vítimas de Brumadinho”, conclui. 

METODOLOGIA 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData de 27 a 30 de dezembro de 2025, com 3.200 entrevistas em 111 municípios das 27 unidades da Federação. O levantamento ouviu brasileiros com 16 anos ou mais, por meio de pesquisa telefônica automatizada (IVR). A margem de erro é de 1,9 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A amostra foi ponderada por sexo, idade, escolaridade, renda e região.

Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo.

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