A plataforma descentralizada Polymarket, conhecida por permitir negociações sobre eventos reais, passou a enfrentar novas restrições legais em Portugal e na Hungria. As autoridades dos dois países decidiram bloquear o acesso ao site após um aumento expressivo nas apostas relacionadas a eleições, realizadas antes da divulgação oficial dos resultados. O movimento levanta preocupações sobre manipulação, uso de informação privilegiada e falta de regulamentação adequada. Com isso, a Polymarket amplia a lista de países onde já enfrenta barreiras regulatórias.
Na Hungria, o Szabályozott Tevékenységek Felügyeleti Hatósága (STFH) ordenou o bloqueio do domínio da Polymarket. Ao acessar o site, usuários locais visualizam um aviso oficial sobre a suspensão. A medida, segundo o órgão, permanecerá até que o serviço passe por uma análise legal completa. O foco é determinar se a atividade corresponde a jogos de azar não licenciados.
A decisão surgiu após um caso específico gerar grande repercussão. Um usuário da plataforma obteve cerca de US$ 400 mil ao apostar na queda do presidente da Venezuela, poucas horas antes da prisão dele. O episódio levantou suspeitas de uso de informação privilegiada.
Diante disso, o regulador reforçou a urgência de supervisionar plataformas que oferecem apostas em eventos políticos. Além disso, a Polymarket já enfrenta ações semelhantes em países como França, Bélgica, Suíça e Polônia.
Isso mostra que, à medida que cresce, o mercado de previsões descentralizadas também atrai maior atenção das autoridades.
Em Portugal, o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) determinou o início do processo de bloqueio da Polymarket. A decisão foi tomada após as eleições legislativas registrarem um pico anormal de apostas antes da apuração. Essa movimentação levantou dúvidas sobre a integridade do processo e motivou a intervenção.
Mesmo que o site ainda estivesse acessível na segunda-feira, o SRIJ já havia iniciado o bloqueio com os provedores de internet. Segundo o órgão, a atividade fere a legislação nacional sobre jogos de azar, pois não possui autorização válida.
A Polymarket, por outro lado, argumenta que não oferece apostas tradicionais, mas sim um mercado de informações descentralizado. Ainda assim, autoridades europeias continuam considerando esse modelo como equivalente a jogos de azar online.
À medida que mais países se posicionam contra esse tipo de serviço, o futuro da Polymarket na União Europeia se torna incerto. A empresa, portanto, terá de adaptar sua operação para evitar novos bloqueios e manter sua base de usuários em expansão.
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