O Bitcoin voltou a ser negociado abaixo dos US$ 90 mil, pressionado por um ambiente global mais tenso e pela maior aversão ao risco.
Além disso, novas ameaças comerciais de Donald Trump ampliaram a incerteza e aceleraram a queda de ações ligadas ao setor cripto.
O Bitcoin caiu novamente abaixo de US$ 90 mil nesta terça-feira e pressionou ações ligadas ao setor cripto, além disso, o movimento coincidiu com a retomada das negociações após o feriado nos Estados Unidos.
A criptomoeda acumulou queda de 2,5% em 24 horas, segundo dados do CoinGecko. Durante o dia, o preço tocou US$ 89.929 antes de reagir para a faixa de US$ 90.500.
Ao mesmo tempo, o volume negociado avançou 14% e alcançou US$ 68,6 bilhões, conforme o CoinGlass, esse aumento sinaliza maior atividade, porém com postura mais defensiva por parte dos investidores.
Grande parte das bolsas americanas permaneceu fechada na segunda-feira, por causa do feriado de Martin Luther King Jr. Entretanto, a crescente presença de investidores institucionais faz o mercado cripto reagir de forma semelhante ao mercado tradicional.
Enquanto os principais índices dos EUA recuavam cerca de 1%, as ações cripto caíram com mais intensidade. Por isso, empresas diretamente expostas ao Bitcoin lideraram as perdas do dia.
A Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin, caiu mais de 6% no pregão, as ações chegaram a operar abaixo de US$ 160, mesmo após a compra recente de US$ 2,1 bilhões em BTC.
Já a SharpLink Gaming, focada em tesouraria de Ethereum, recuou 7,8% e passou a valer US$ 10,14, a empresa mantém cerca de US$ 2,4 bilhões em ETH como capital permanente.
A mineradora MARA Holdings também sentiu o impacto e perdeu 5,7%, negociada perto de US$ 10,70, historicamente, mineradoras ampliam os movimentos de queda quando o Bitcoin recua.
Além do cenário macroeconômico, novas declarações de Donald Trump elevaram a aversão ao risco. O presidente afirmou que aplicará tarifas de “100%” contra países europeus que resistirem à sua proposta envolvendo a Groenlândia.
Analistas da Bitfinex avaliam que o impacto imediato foi limitado, porém o risco estrutural aumentou.
Analistas da Wintermute não veem, por enquanto, sinais claros de colapso iminente.
Caso o mercado perca esse nível de forma consistente, o Bitcoin pode testar a faixa dos US$ 85 mil. Portanto, o curto prazo segue marcado por alta volatilidade e forte sensibilidade a fatores políticos.
Em síntese, o movimento reforça como o Bitcoin e as ações cripto caminham cada vez mais conectados ao cenário global, além disso, decisões políticas voltaram a exercer papel central na precificação dos ativos digitais.
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