O mercado cripto encerrou 2025 mais integrado às finanças tradicionais, com capitalização global acima de US$ 4 trilhões. O avanço da adoção institucional, das O mercado cripto encerrou 2025 mais integrado às finanças tradicionais, com capitalização global acima de US$ 4 trilhões. O avanço da adoção institucional, das

Especialista lista cinco estratégias para investir em cripto em 2026

2026/01/23 03:45
Leu 4 min
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O mercado cripto encerrou 2025 mais integrado às finanças tradicionais, com capitalização global acima de US$ 4 trilhões. O avanço da adoção institucional, das stablecoins e da tokenização de ativos do mundo real mudou a lógica de investimento para 2026, segundo Felipe Mendes, CEO da Altside.

Nesse cenário, o especialista afirma que o foco do investidor deve sair da tentativa de prever a próxima moeda vencedora e passar para a eficiência do uso do capital.

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“O jogo em 2026 não é sobre seleção de tokens, mas sobre Eficiência de Capital. Estatisticamente, nenhuma carteira de altcoins supera o Bitcoin no longo prazo. Por isso, nossa estratégia não é ‘escolher ativos’, mas usar a infraestrutura DeFi para fazer o patrimônio ocioso gerar renda. Tratamos o Bitcoin como reserva e as redes como ferramentas para rentabilizar o que antes ficaria parado”, afirma.

Confira abaixo as cinco dicas para quem pretende investir em criptoativos no próximo ano.

Priorize ativos do mundo real tokenizados

Os chamados real-world assets (RWAs) permitem que ativos tradicionais, como títulos financeiros, imóveis, crédito privado, ações e commodities, passem a ser representados digitalmente em blockchain. Esse modelo permite fracionamento, maior transparência e mais liquidez.

Para Mendes, “a tokenização já deixou de ser um experimento tecnológico. Ela permite que investidores tenham acesso a ativos antes restritos a grandes instituições, com mais transparência, fracionamento e eficiência operacional”.

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Use stablecoins como instrumento de equilíbrio

As stablecoins são moedas digitais lastreadas em ativos tradicionais, como o dólar. Elas funcionam como ponte entre o sistema financeiro convencional e o mercado cripto. Em 2025, o valor de mercado dessas moedas ultrapassou US$ 296 bilhões, de acordo com a plataforma DeFiLlama.

“Na prática, as stablecoins permitem que o investidor mantenha recursos no ecossistema cripto com menor exposição à volatilidade. Elas facilitam pagamentos internacionais, movimentações rápidas e o aproveitamento de oportunidades em momentos de correção de preços”, explica o CEO.

Foque na eficiência de capital

Segundo Felipe Mendes, o principal erro do investidor é tentar selecionar a próxima altcoin de destaque. Ele afirma que, no longo prazo, carteiras diversificadas de altcoins tendem a ter desempenho inferior ao Bitcoin.

A estratégia, segundo ele, é tratar o Bitcoin como reserva de valor e usar a infraestrutura de finanças descentralizadas (DeFi) para gerar renda com capital que ficaria parado.

O DeFi é uma infraestrutura superior ao sistema financeiro tradicional porque elimina intermediários e permite que o capital ocioso gere renda. Em vez de apenas carregar ativos na carteira, o investidor agora utiliza redes como Ethereum e Solana para rentabilizar recursos que antes ficariam parados ou seriam mal aproveitados.

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Defina regras para atravessar ciclos de volatilidade no mercado cripto

O mercado de criptomoedas é marcado por ciclos de alta e baixa, influenciados por fatores macroeconômicos e pela liquidez global. Uma das estratégias citadas é o dollar-cost averaging, método que consiste em investir valores fixos de forma periódica, independentemente do preço do ativo.

Outras ferramentas incluem pools de liquidez, que concentram recursos para facilitar negociações, e o uso de derivativos, como opções, para proteção do patrimônio em períodos de maior volatilidade.

Monitore riscos e sinais reais de adoção

Além do preço, Mendes recomenda acompanhar dados on-chain, que são informações públicas registradas diretamente na blockchain. Entre elas estão volume de transações, número de endereços ativos e movimentação de grandes carteiras.

Segundo o especialista, essas métricas ajudam a avaliar o nível real de uso das redes e a diferenciar movimentos estruturais de oscilações pontuais do mercado.

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