A computação quântica avança mais rápido do que o mercado esperava e, por isso, já pressiona o Bitcoin.
Atualmente, cerca de 25% do supply utilizável, aproximadamente 4 milhões de BTC, está em endereços vulneráveis.
A ameaça quântica ao Bitcoin deixou de ser teórica, hoje, dados indicam riscos concretos já no médio prazo.
Segundo analistas, confiar em uma janela de 20 a 40 anos pode ser um erro estratégico. Além disso, avanços técnicos e decisões institucionais já encurtam esse prazo.
Por esse motivo, cresce a pressão para que o Bitcoin antecipe medidas de proteção criptográfica.
A IBM anunciou novos chips quânticos com avanços em correção de erros. Segundo a empresa, a vantagem quântica pode chegar em 2026, com sistemas estáveis até 2029.
Além disso, Vitalik Buterin alertou que a criptografia atual pode falhar mais cedo, em 2025, durante a Devconnect, ele afirmou que isso pode ocorrer antes da eleição dos EUA em 2028.
Esse alerta, portanto, contrasta com parte da comunidade Bitcoin, entretanto, dados recentes enfraquecem essa visão mais confortável.
Um relatório da Deloitte estima que 4 milhões de BTC estejam em endereços vulneráveis. Nesse contexto, chaves públicas ficam expostas a possíveis ataques quânticos.
Com isso, invasores poderiam mover fundos rapidamente, afetando carteiras antigas, além do risco técnico, o impacto de mercado tende a ser imediato.
A ideia de “atualizar depois” ignora obstáculos técnicos e políticos, na prática, atualizar o Bitcoin não é um ajuste simples. Pesquisadores da Universidade de Kent estimam até 75 dias de paralisação. Em cenários conservadores, a migração pode superar 300 dias.
Para um ativo trilionário, isso representa risco sistêmico, portanto, uma migração obrigatória tende a gerar conflitos e divisões.
Enquanto o setor cripto debate, por outro lado, governos avançam. Nesse sentido, a União Europeia já lançou um plano de transição pós-quântica.
O cronograma prevê início em 2026, adoção crítica até 2030 e conclusão em 2035. Assim, o risco já é tratado como iminente. Em resumo, a computação quântica deixou de ser distante.
No caso do Bitcoin, adiar a preparação pode custar caro.
O relógio quântico já corre. Ignorá-lo, agora, pode ser o maior risco.
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