Não é exagero afirmar que Dalal Achcar foi decisiva para inserir o Brasil no circuito internacional do balé. Bailarina, coreógrafa e professora, fundou o BalletNão é exagero afirmar que Dalal Achcar foi decisiva para inserir o Brasil no circuito internacional do balé. Bailarina, coreógrafa e professora, fundou o Ballet

Dalal Achcar: “Escolha o caminho mais difícil. É esse que te fortalece”

2026/01/23 17:50

Não é exagero afirmar que Dalal Achcar foi decisiva para inserir o Brasil no circuito internacional do balé. Bailarina, coreógrafa e professora, fundou o Ballet do Rio de Janeiro e, a partir dos anos 1960, trouxe ao País o método da Royal Academy of Dance.

Neste episódio de The Business of Life, Dalal conta a Nilton Bonder uma trajetória marcada por iniciativa e persistência — virtudes que atravessam a juventude e seguem ativas aos 88 anos (ela completa 89 em maio).

Em dezembro, lançou Água de Meninos, espetáculo construído em parte a partir de partituras de Tom Jobim guardadas por mais de seis décadas.

Criada entre o Rio, o Líbano e a França, Dalal perdeu o pai aos 14 anos e encontrou na dança uma nova vida. “Entrei na escola de balé, fiquei totalmente apaixonada. Decidi que podia cair o teto da minha cabeça, mas eu ia fazer balé,” disse.

Após passagens pela Europa e Estados Unidos, trouxe em 1954 Eugenia Feodorova, do Ballet da Ópera Nacional de Kiev, e sua professora Maria Makharova para formar a companhia Ballet do Rio de Janeiro. “Eu não era empresária. Eu encontrava soluções.”

O segundo ponto de inflexão foi o encontro com Margot Fonteyn. Prima ballerina da Royal Academy of Dance, Fonteyn veio ao Brasil e, após conhecer o trabalho de Dalal, fez o convite: um intercâmbio de um ano na Royal Academy, em Londres. Dalal aceitou.

O apogeu da companhia veio em 1961, com o pedido de dame Fonteyn para o Ballet do Rio participar de um evento beneficente promovido pela Royal Academy, em Londres. Dalal tinha apenas 22 anos. O repertório foi um sucesso de público e o que seria uma apresentação se tornou uma turnê de quatro meses.

Na entrevista, Dalal também fala sobre a formação de bailarinos e professores em sua escola. Uma de suas alunas foi a advogada e ativista Eunice Paiva. A amizade entre ambas, atravessada pelos anos da ditadura, aparece no livro Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, e na adaptação cinematográfica dirigida por Walter Salles.

Como lição de vida, Dalal fala como educadora: “Acredite em você. Escolha o caminho mais difícil. É esse que te fortalece.”

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