O mercado de criptomoedas começou a semana com cautela evidente, enquanto os derivativos de Bitcoin sinalizam que traders experientes aguardam uma nova queda. Mesmo assim, eles se posicionam para acumular mais BTC, reforçando um sentimento estratégico de longo prazo.
Essa combinação indica que muitos enxergam os preços atuais como entrada atraente, embora o mercado ainda não mostre força suficiente para recuperar os US$ 95.000. Assim, o cenário permanece tenso, mas com espaço para movimentos oportunistas.
O Bitcoin permanece abaixo de US$ 91.000, mesmo com o bom desempenho das ações americanas impulsionado por dados fortes de emprego e crescimento econômico. Essa diferença expõe a fragilidade da demanda por posições compradas alavancadas, o que mantém dúvidas sobre a defesa do suporte em US$ 88.000.
Prêmio anualizado dos futuros perpétuos de BTC. Fonte: laevitas.ch
Ao mesmo tempo, a taxa de financiamento anualizada dos futuros perpétuos ficou em 7%, nível abaixo do ideal para um mercado realmente otimista. O indicador subiu desde segunda-feira, mas ainda mostra pouca disposição dos investidores para assumir riscos elevados.
Além disso, a saída de US$ 1,58 bilhão dos ETFs de Bitcoin à vista nesta semana reforça o peso dos fluxos institucionais na dinâmica de preços. Sem a volta desses capitais, o BTC encontra dificuldades para recuperar terreno.
Mesmo com a volatilidade recente, os investidores não ampliaram a busca por proteção. As estratégias mais utilizadas na quarta e quinta-feira como straddle e Iron Condor priorizam variações de preço, não direção. Esse movimento indica expectativa de consolidação, e não de uma correção profunda.
Os dados das principais corretoras reforçam essa percepção. Na Binance, a relação entre posições compradas e vendidas avançou de 2,08 para 2,18, indicando retomada do apetite otimista entre traders profissionais. Na OKX, os maiores usuários também ampliaram suas posições compradas, mesmo após o BTC falhar em recuperar os US$ 90.000.
Fonte coinmarketcap
Essas métricas sugerem que o mercado continua neutro a moderadamente otimista, ainda que sem entusiasmo suficiente para impulsionar uma nova alta.
A atenção agora se volta para os balanços corporativos. Empresas como Microsoft, Tesla, Apple, Visa, General Motors e Starbucks divulgarão resultados nos próximos dias, oferecendo sinais importantes sobre consumo, tecnologia e crédito nos setores que influenciam diretamente o apetite por risco global.
Enquanto isso, o ouro renovou sua máxima histórica, contrastando com o avanço dos rendimentos dos Treasuries de 10 anos, que chegaram a 4,25%. A combinação aponta menor confiança fiscal nos EUA e maior preocupação com inflação futura.
Rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos (esquerda) vs. Ouro/USD (direita). Fonte: Tradingview
No fim, o mercado de derivativos mostra estabilidade após o reteste dos US$ 88.000, mas o retorno aos US$ 95.000 depende claramente da volta dos fluxos institucionais algo que ainda não se concretizou, sobre tudo para fortalecer o apetite pelas criptomoedas com potencial.
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