O Banco Central negou que tenha recomendado ao Banco de Brasília (BRB) a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master — que depois se revelaram fraudulentaO Banco Central negou que tenha recomendado ao Banco de Brasília (BRB) a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master — que depois se revelaram fraudulenta

BC nega ter recomendado que BRB comprasse papéis do Master e exige provisionamento

2026/01/23 22:51
Leu 3 min
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em crypto.news@mexc.com

O Banco Central negou que tenha recomendado ao Banco de Brasília (BRB) a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master — que depois se revelaram fraudulentas. Em nota divulgada nesta sexta-feira (23), a autarquia afirma que o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, “jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”.

O comunicado foi divulgado após reportagem do jornal O Globo relatar que Aquino teria pressionado o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a comprar carteiras de crédito consignado do Master.

  • Se você quer investir com autonomia, segurança e profundidade, a Trilha da Virada Financeira 2026 é o caminho. Clique aqui e descubra!

Segundo o BC, o diretor colocou à disposição do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal os registros de suas conversas com o ex-executivo do banco público.

“Imbuído de seu compromisso com a transparência e cioso de suas responsabilidades como servidor público e como cidadão, o diretor Ailton de Aquino coloca à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-Presidente do BRB”, informou o Banco Central.

Confira o comunicado na íntegra, postado no X (antigo Twitter) do Banco Central:

  • Seu investimento está REALMENTE protegido pelo FGC? Entenda de uma vez por todas aqui

Atuação da área de fiscalização

De acordo com a nota, a área de supervisão do Banco Central, sob comando de Aquino, foi a responsável por identificar inconsistências nas operações envolvendo as carteiras de crédito do Master. Segundo a autarquia, as apurações levaram à constatação de que os ativos não tinham lastro real.

O BC informa ainda que a própria área de fiscalização comunicou os indícios de ilícitos criminais ao MPF, com envio de documentação e análises técnicas. Em seguida, foram adotadas medidas prudenciais para limitar novas operações que pudessem afetar a liquidez do BRB.

Liquidação do conglomerado Master

No mesmo comunicado, o Banco Central afirma que partiu da Diretoria de Fiscalização a iniciativa de submeter à Diretoria Colegiada da autarquia a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do conglomerado Master. A decisão levou em conta, segundo o BC, os ilícitos identificados durante as investigações.

A autarquia reforçou que a análise da qualidade dos créditos adquiridos no mercado é responsabilidade exclusiva de cada instituição financeira, conforme prevê a legislação. O regulador afirma que seu papel é monitorar continuamente os riscos e a liquidez do sistema financeiro.

  • Já sabe se o FGC garante os seus investimentos até o fim? Esse eBook gratuito explica de uma vez por todas

Provisão exigida para o BRB

No novo desdobramento do caso, o Banco Central determinou que o BRB faça um provisionamento de R$ 2,6 bilhões em seu balanço para cobrir perdas com a compra das carteiras fraudulentas do Banco Master.

O provisionamento exigido pelo BC é uma espécie de reconhecimento contábil de perdas prováveis, feito para proteger o patrimônio da instituição.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, o BRB pagou R$ 12,2 bilhões por carteiras sem lastro em operações reais. Até a liquidação do Master, o banco público já havia recuperado cerca de R$ 10 bilhões, restando exatamente R$ 2,6 bilhões a serem cobertos.

O BRB ainda avalia a qualidade dos ativos transferidos pelo Master para calcular se será necessário um aporte adicional de capital. Caso o patrimônio fique abaixo dos limites regulatórios, o controlador do banco, o governo do Distrito Federal, poderá ser chamado a reforçar o capital da instituição.

O post BC nega ter recomendado que BRB comprasse papéis do Master e exige provisionamento apareceu primeiro em Monitor do Mercado.

Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail crypto.news@mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.

Role os dados e ganhe até 1 BTC

Role os dados e ganhe até 1 BTCRole os dados e ganhe até 1 BTC

Convide amigos e divida 500,000 USDT!