Os ETFs de Bitcoin nos EUA enfrentam uma nova onda de saídas, e o movimento já acende alertas no mercado. Nos últimos cinco dias, investidores retiraram US$ 1,72 bilhão, justamente quando o sentimento geral segue travado na faixa de “Medo Extremo”.
Apesar de vários sinais técnicos sugerirem uma estabilização de curto prazo, o comportamento recente mostra que o apetite por risco diminuiu rapidamente. E, como sempre ocorre no mercado cripto, cada fluxo negativo amplia a pressão sobre o preço do Bitcoin, que continua preso abaixo dos US$ 100.000.
Os ETFs de Bitcoin à vista registraram US$ 103,5 milhões em retiradas somente na sexta-feira. O movimento prolonga a sequência iniciada na semana anterior, em um período reduzido de negociações por causa do feriado de Martin Luther King Jr.
Ao longo de cinco dias úteis, o volume retirado alcançou US$ 1,72 bilhão, segundo dados da Farside. Esse comportamento reforça a percepção de que investidores de varejo preferem reduzir exposição enquanto aguardam sinais mais claros de tendência.
O preço do Bitcoin opera a US$ 88.750, bem distante do patamar psicológico de US$ 100.000, não visto desde 13 de novembro. E, como sempre, analistas acompanham atentamente os fluxos dos ETFs, que funcionam como um termômetro do sentimento de curto prazo.
Fonte coinmarketcap
O Índice de Medo e Ganância marcou 25 pontos no domingo, sinalizando “Medo Extremo”. Esse clima reflete o comportamento recente, menos entusiasmo, mais incerteza e forte preferência por ativos tradicionais.
O Índice está em nível de “Medo Extremo” desde quarta-feira. Fonte: alternative.me
A Santiment afirmou que o mercado vive “uma fase de incerteza“, em que investidores de varejo reduzem posições, enquanto capital migra para setores vistos como mais seguros. Ainda assim, a empresa sugere que sinais discretos podem apontar para um ponto de virada.
A consultoria observa que a distribuição da oferta e a queda nas discussões sobre criptomoedas podem indicar um fundo em formação, embora a palavra-chave seja apenas uma paciência.
Mesmo assim, alguns especialistas enxergam oportunidades. Nik Bhatia, da The Bitcoin Layer, atribui parte do pessimismo à forte alta dos metais. Segundo ele, o avanço do ouro a US$ 5.000 e da prata a US$ 100 fez muitos investidores sentirem que “ficaram de fora” da tendência.
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