PANews reportou a 26 de janeiro que o cofundador da Ethereum, Vitalik Buterin, afirmou num artigo na plataforma X que já não concorda com a sua afirmação de 2017 de que "utilizadores comuns verificarem todo o histórico do sistema é uma fantasia bizarra de 'homem da montanha'." Ele explicou que fez esta afirmação na altura para refutar a proposta de que "a blockchain só precisa de registar a ordem das transações e não o estado", porque este último forçaria os utilizadores a depender apenas de uma única fonte de dados.
A sua mudança de perspetiva teve origem em duas razões fundamentais: Primeiro, avanços em tecnologias como ZK-SNARKs permitiram aos utilizadores verificar eficientemente o estado da chain sem reexecutar todas as transações, reduzindo significativamente o custo da autoverificação. Segundo, ele ganhou uma compreensão mais profunda das complexidades do mundo real, incluindo riscos de rede, interrupções de serviço e potenciais ameaças de ataques e censura. Portanto, um sistema blockchain que visa a autocustódia a longo prazo deve fornecer aos utilizadores um "plano de contingência" confiável e sem necessidade de confiança—a capacidade de autoverificação representada metaforicamente pela "Cabana da Montanha". Ele enfatizou que manter esta capacidade não se trata de defender o uso diário, mas de garantir a sua disponibilidade durante crises, servindo como a pedra angular para melhorar a resiliência de todo o sistema e a autonomia do utilizador.


