Brasil registrou 1.470 mortes em 2025; o Estado do Acre lidera em mortes a cada 100 mil mulheres, com 3,38Brasil registrou 1.470 mortes em 2025; o Estado do Acre lidera em mortes a cada 100 mil mulheres, com 3,38

Compare a taxa de feminicídio em Estados governados por direita e esquerda

2026/01/26 18:00
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O Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio em 2025. Uma média de 4 mortes por dia. Segundo dados do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o maior percentual de mortes foi registrado no Acre, com 3,38 assassinatos a cada 100 mil mulheres (14 mortes em números absolutos). 

Das 10 unidades da Federação com as maiores taxas de feminicídio a cada 100 mil mulheres no ano passado, 7 são governadas por políticos de direita e 3 de esquerda. Quatro Estados ainda não apresentaram todos os dados de dezembro de 2025: Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo.

Eis os dados dos Estados governados por direita, esquerda e centro:

  • direita – 867 mortes em uma população de 64,3 milhões = taxa de 1,35;
  • esquerda – 440 mortes em uma população de 29,9 milhões = taxa de 1,47;
  • centro – 163 mortes em uma população de 10,4 milhões = taxa de 1,57.

Eis a taxa dos 4 Estados governados pelo PT de Luiz Inácio Lula da Silva

  • Piauí (7º colocado) – 2,28, governado por Rafael Fonteles;
  • Bahia (19º colocado) – 1,41, governado por Jerônimo Rodrigues
  • Rio Grande do Norte (24º colocado) – 1,11, governado por Fátima Bezerra
  • Ceará (25º colocado) – 1,04, governado por Elmano de Freitas

Eis a taxa dos 2 Estados governados pelo PL de Jair Bolsonaro

  • Santa Catarina (20º colocado) – 1,35, governador por Jorginho Mello;
  • Rio de Janeiro (23º colocado) – 1,23 governado por Cláudio Castro

FEMINICÍDIO

A Lei do Feminicídio (Lei 13.104 de 2015) foi instituída em 9 de março de 2015. Criada a partir de uma iniciativa da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da Violência Contra a Mulher de 2012, ela caracteriza os homicídios motivados pelo gênero da vítima. 

Em 2024, o presidente Lula sancionou uma lei para o aumento da pena máxima dos condenados por feminicídio. A punição passou de 12 a 30 anos para 40 anos de prisão. 

Além disso, o texto estabeleceu condições agravantes quando o crime envolver: 

  • emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio cruel; 
  • traição, emboscada, dissimulação ou recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; 
  • e emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

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