Apesar de cassado, filho de Jair Bolsonaro participa de evento em Jerusalém como “congressista brasileiro”Apesar de cassado, filho de Jair Bolsonaro participa de evento em Jerusalém como “congressista brasileiro”

Em Israel, Eduardo critica Lula e pede apoio à candidatura de Flávio

2026/01/26 19:24
Leu 3 min
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em crypto.news@mexc.com

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez críticas nesta 2ª feira (26.jan.2026) ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não declarar grupos narcotraficantes como o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como “grupos terroristas” e por, segundo ele, não cooperar com o governo de Donald Trump (Partido Republicano).

As declarações de Eduardo foram feitas durante uma conferência internacional de combate ao antissemitismo, que é realizada em Jerusalém (Israel) e é promovida pelo Ministério da Diáspora e Combate ao Antissemitismo israelense. Ele aproveitou a ocasião para pedir apoio à candidatura do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à presidência da República.

O ex-deputado repudiou a saída do Brasil da Ihra (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto) em julho 2025. O Brasil atuava na organização como país observador em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Não há justificativa para o Brasil, sob o governo Lula, se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Por que ele rejeita a educação sobre o Holocausto em nosso país, com a 2ª maior população judaica da América Latina? Qualquer pessoa com bússola moral sabe a resposta”, declarou Eduardo.

Ao fim da sua breve fala, de 5 minutos, o apresentador do evento disse que Lula simbolizava “o socialismo conectado ao antissemitismo”. Eduardo concordou: “100%. Vamos derrotá-lo. Meu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, vai concorrer para presidente em outubro. Eu peço para que o apoiem. Meu pai poderia concorrer, mas ele está na cadeia por causa do uso político da lei”.

Flávio, pré-candidato à Presidência, também está em Jerusalém para participar do mesmo evento. Seu pronunciamento está programado para a 3ª feira (27.jan), às 14h05, no horário local (9h05 em Brasília).

“CONGRESSISTA BRASILEIRO”

Durante o evento, Eduardo foi apresentado como “congressista brasileiro” apesar de ter tido o mandato cassado por faltas em dezembro de 2025.

O ex-deputado integrou uma mesa-redonda composta por integrantes de parlamentos de países europeus, como Mattias Karlsson (Ideólogos Suecos, direita), da Suécia; Pedro Frazão (Chega, direita), de Portugal; e Peter Östman (Partido Democrata-Cristão, direita), da Finlândia, além dos eurodeputados Fabrice Leggeri (Reagrupamento Nacional, direita, França) e Georgiana Teodorescu (Aliança para a Reunião dos Romenos, direita, Romênia), entre outros.

NARCOTRAFICANTES COMO TERRORISTAS

Eduardo disse que “todos os serviços de inteligência sabem o que acontece nas regiões de fronteira entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai. E talvez por isso a Argentina e o Paraguai declararam cartéis sul-americanos como o CV e o PCC como grupos terroristas. E Lula não fez isso”, afirmou.

O ex-deputado acrescentou que as organizações brasileiras têm ligações com o Hezbollah e a Jihad Islâmica. Em novembro, o diretor da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, declarou que as investigações da PF não confirmam uma conexão entre as facções brasileiras e as organizações consideradas terroristas.

“A ausência de ataques não significa ausência de terroristas. E daqueles 3 países só 1 recusou cooperação total com os Estados Unidos sob Donald Trump: sim, o Brasil, sob o governo Lula”, acrescentou Eduardo.

Ele também defendeu que “organizações extremistas” sejam “reconhecidas legalmente como terroristas”. Segundo o ex-deputado, “sem designações, os bancos não podem congelar ativos, tribunais não podem agir, a polícia hesita”.

Com a voz bastante rouca, também mirou ONGs (Organizações Não Governamentais), que, segundo ele, servem como fachada para a estruturação de grupos terroristas. “O antissemitismo hoje nem sempre usa uma suástica. Ele se esconde por trás de ONGs, linguagem humanitária e jargão acadêmico, como o termo ‘antissionista’”, afirmou.

Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail crypto.news@mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.

Role os dados e ganhe até 1 BTC

Role os dados e ganhe até 1 BTCRole os dados e ganhe até 1 BTC

Convide amigos e divida 500,000 USDT!