Criminosos operavam em Mianmar e foram condenados por homicídio, fraude e jogos ilegais que renderam US$ 1,4 bilhãoCriminosos operavam em Mianmar e foram condenados por homicídio, fraude e jogos ilegais que renderam US$ 1,4 bilhão

China executa 11 pessoas de grupo que comandava esquema de fraudes

2026/01/29 18:34
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A China executou nesta 5ª feira (29.jan.2026) 11 pessoas ligadas a um grupo criminoso que operava centros de fraudes e jogos ilegais em Mianmar. A execução foi realizada após o Tribunal Popular Supremo chinês rejeitar os recursos dos condenados em novembro. Os criminosos foram condenados por homicídio, detenção ilegal, fraude e operação de casas de jogos.

Parte dos executados fazia parte da “Família Ming”. Estima-se que as atividades do grupo renderam mais de 10 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,4 bilhão) e provocaram 14 mortes na China de 2015 a 2023.

Segundo a rede britânica BBC, os 11 condenados são os primeiros responsáveis são os primeiros responsáveis por golpes originados em Mianmar que resultaram em condenações na China.

Também foram condenados à morte 5 integrantes da família Bai, enquanto os julgamentos de outros 2 grupos das famílias Wei e Liu ainda não foram concluídos.

O julgamento dos Ming foi realizado a portas fechadas, mas mais de 160 pessoas, incluindo familiares das vítimas, puderam assistir à audiência de sentença no ano passado. Mais de 20 outros integrantes da família receberam penas de prisão em setembro, variando de 5 anos à prisão perpétua.

A “Família Ming”

Os Ming faziam parte de um pequeno grupo de famílias com características mafiosas que ascenderam ao poder em Laukkaing no início dos anos 2000.

Inicialmente, jogos de azar e prostituição eram as principais fontes de renda dessas famílias. Com o tempo, passaram a praticar fraudes online, utilizando principalmente pessoas sequestradas e forçadas a operar esses golpes.

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), centenas de milhares de pessoas foram traficadas para operar golpes online em Mianmar e em outros lugares do Sudeste Asiático. Entre elas estão milhares de cidadãos chineses. As vítimas, das quais extorquem bilhões de dólares, são principalmente chinesas também.

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