O Bitcoin voltou a emitir um sinal historicamente associado ao início de mercados de baixa.
Dados da CryptoQuant mostram alta no percentual de BTC em prejuízo, sugerindo mudança estrutural no ciclo atual.
De acordo com a CryptoQuant, entre 15% e 20% da oferta total de Bitcoin está abaixo do preço de compra. Esse indicador mede quantas moedas estão em perda não realizada.
Historicamente, o avanço dessa métrica marca o início de bear markets. Primeiro, as perdas atingem investidores de curto prazo, depois, alcançam holders de longo prazo.
Além disso, muitos desses investidores compraram Bitcoin acima de US$ 85 mil. Por isso, a pressão vendedora tende a crescer para limitar novas perdas.
Segundo a CryptoQuant, esse padrão apareceu antes das grandes quedas de 2014, 2018 e 2022. Portanto, o mercado já acende um sinal de alerta.
Com o enfraquecimento do momentum, o mercado pode entrar em fase de distribuição, nesse cenário, quedas deixam de ser correções pontuais.
Além disso, a perda de convicção de holders mais antigos costuma aprofundar movimentos de baixa. Isso amplia a volatilidade e reduz a liquidez.
No momento da publicação, o Bitcoin era negociado a US$ 89.688, com alta diária de 2,2%, apesar disso, o ativo acumula queda semanal de 0,39%.
O volume negociado subiu 22,16%, alcançando US$ 42,65 bilhões. Esse aumento sugere maior atividade, mas não confirma reversão de tendência.
Entretanto, um fechamento negativo pode marcar a quarta semana consecutiva de queda. Algo que não ocorre desde 2018.
Por outro lado, o investidor Robert Kiyosaki alertou contra vendas por pânico. Ele afirmou ter vendido Bitcoin em 2025 e classificado a decisão como um erro.
O reaparecimento desse sinal on-chain não garante um novo bear market. Contudo, reforça a necessidade de cautela. O comportamento dos próximos dias será decisivo para definir o rumo do Bitcoin.
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