Equipe econômica retira da regra R$ 48,7 bi em despesas para ficar dentro do resultado primário permitido no ano passadoEquipe econômica retira da regra R$ 48,7 bi em despesas para ficar dentro do resultado primário permitido no ano passado

Governo tem deficit de R$ 13 bi em 2025 e cumpre meta com exceções

2026/01/29 21:00
Leu 3 min
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O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou rombo de R$ 13 bilhões em 2025. O saldo negativo equivale a 0,10% do PIB (Produto Interno Bruto).

Para atingir esse resultado e cumprir o arcabouço fiscal, a equipe econômica desconsiderou R$ 48,7 bilhões de despesas. Com os gastos, o deficit é de R$ 61,7 bilhões (ou 0,48% do PIB). A alta real (descontada a inflação) é de 32,3% ante 2024, quando o rombo foi de R$ 42,9 bilhões.

Eis abaixo os gastos que foram retirados do cálculo para cumprir a meta:

  • precatórios excedentes – R$ 41,1 bilhões;
  • ressarcimento de beneficiários do INSS que foram alvo de descontos ilegais – R$ 2,8 bilhões;
  • despesas temporárias de educação e saúde – R$ 2,2 bilhões;
  • projetos estratégicos de defesa nacional – R$ 2,5 bilhões.

O Tesouro Nacional divulgou o resultado nesta 5ª feira (29.jan.2026). Leia a íntegra (PDF – 892 kB) da apresentação.

O resultado primário corresponde ao saldo entre receitas e despesas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida. As contas públicas ficaram no vermelho em todos os anos do 3º mandato do governo petista.

Eis o resultado de acordo com cada órgão:

  • Tesouro Nacional – superavit de R$ 256,3 bilhões;
  •  Banco Central – saldo negativo de R$ 870 milhões;
  • Previdência – deficit de R$ 317,2 bilhões.

Eis outros dados sobre as contas do governo:

  • receitas – R$ 2,94 trilhões (cresceram R$ 90,82 bilhões –alta real de 3,2% ante 2024);
  • despesas – R$ 2,43 trilhões (subiram R$ 79,08 bilhões –crescimento real de 3,4% na comparação 2024).

A receita líquida atingiu R$ 2,37 trilhões em 2025, o que representa um acréscimo de R$ 64,28 bilhões ante 2024 (alta real de 2,8%). Estes valores excluem as transferências que são feitas aos Estados e municípios.

A equipe econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha meta de zerar o deficit primário em 2025. A tolerância do objetivo fiscal permite que houvesse, em 2025, um deficit primário de até 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), que correspondia a R$ 31 bilhões.

CONTAS EM DEZEMBRO

Em dezembro de 2025, as contas do governo registraram superavit primário de R$ 22,1 bilhões. A queda real foi de 12% na comparação com o mesmo mês de 2024, quando o saldo positivo foi de R$ 24,1 bilhões.

Eis o resultado de acordo com cada órgão:

  • Tesouro Nacional – superavit de R$ 10,9 bilhões;
  •  Banco Central – saldo positivo de R$ 45 milhões;
  • Previdência – superavit de R$ 11,1 bilhões.
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