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Aluguel de escritórios sobe 6% e ocupação bate recorde em SP

2026/01/30 04:35
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Aluguel de escritórios sobe 6% e ocupação bate recorde em SP

O segmento de escritórios de alto padrão em São Paulo acelerou em 2025, com alta de 6% nos valores de locação e contratos acima de R$ 300 por metro quadrado. O movimento marca uma inflexão após anos de excesso de oferta, abrindo espaço para renegociações mais favoráveis aos proprietários e novas estratégias de ocupação. Segundo o BTG Pactual, trata-se de uma mudança estrutural no ciclo imobiliário corporativo da capital.

A retomada ganhou força após o período pós-crise sanitária, quando o estoque elevado pressionava preços e alongava prazos de vacância. Hoje, a demanda se concentra em empreendimentos bem localizados, com especificações técnicas superiores e eficiência operacional. Nessas praças, os aluguéis já superam R$ 300/m², refletindo a corrida por ativos de padrão AAA e consolidados em eixos de mobilidade.

Os preços dos aluguéis subiram 6% frente ao último trimestre de 2024, consolidando um ano de recuperação consistente. Esse avanço acompanha a melhora na ocupação, o retorno gradual das atividades presenciais e a readequação de portfólios corporativos. Para inquilinos, o cenário exige maior seletividade e negociação antecipada em locais premium.

Em 2025, a absorção líquida atingiu o maior nível desde 2005, somando mais de 238 mil m² ocupados de escritórios de alto padrão em São Paulo. A melhora contribuiu para reduzir a taxa de vacância abaixo de 15% em áreas-chave, reaproximando o mercado dos indicadores pré-pandemia e sustentando expectativas de novos reajustes seletivos.

Investidores de fundos imobiliários começam a capturar parte desse ciclo. O mercado corporativo mostra avanço em indicadores operacionais, com revisões contratuais positivas, elevação de ocupação e menor pressão financeira, o que fortalece a geração de caixa. Ainda assim, várias carteiras negociam com desconto frente ao valor patrimonial, criando oportunidades.

O BTG Pactual destaca PVBI11, BRCR11 e JSRE11 pela liquidez e preços por m² abaixo de transações privadas. Mantém compra para HGRE11, TEPP11 e RCRB11, citando progresso de ocupação e reajustes favoráveis em um ambiente de juros em queda. Para 2026, a instituição prevê continuidade da recuperação dos escritórios de alto padrão e recomposição de preços nas praças mais disputadas.

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