O Nubank garantiu aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency para estabelecer um banco nacional nos Estados Unidos.
O gigante bancário digital latino-americano planeia oferecer contas de depósito, cartões de crédito, serviços de crédito e custódia de ativos digitais.
A aprovação marca uma expansão estratégica para a empresa, que atualmente serve 127 milhões de clientes nos seus mercados existentes.
A aprovação condicional da OCC representa um passo crucial na estratégia de expansão do Nubank para além das suas operações principais na América Latina.
A empresa submeteu a sua candidatura a 30 de setembro de 2025 e recebeu luz verde em quatro meses. Este cronograma demonstra o reconhecimento do órgão regulador das capacidades operacionais e padrões de conformidade do Nubank.
O proposto Nubank N.A. operará sob uma estrutura federal abrangente quando todas as condições forem cumpridas. Para além dos produtos bancários tradicionais, a instituição planeia fornecer serviços de custódia de ativos digitais.
Esta característica posiciona o banco na interseção entre as finanças convencionais e a infraestrutura de criptomoedas. A medida reflete a crescente aceitação institucional de ativos digitais dentro de estruturas bancárias reguladas.
David Vélez, fundador e CEO da Nu Holdings, abordou as implicações mais amplas da expansão para a visão da empresa. "Esta aprovação não é apenas uma expansão da nossa operação; é uma oportunidade para provar a nossa tese de que um modelo digital-primeiro e centrado no cliente é o futuro dos serviços financeiros globalmente," declarou Vélez.
Ele observou que a empresa permanece focada nos seus mercados principais no Brasil, México e Colômbia enquanto constrói a próxima geração de banca na América.
O banco precisará satisfazer condições específicas da OCC durante a fase de organização. Além disso, aprovações pendentes da FDIC e do Federal Reserve permanecem necessárias antes que as operações completas possam começar. Os reguladores estabeleceram prazos claros: capitalização completa no prazo de 12 meses e abertura do banco no prazo de 18 meses.
Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, liderará as operações nos EUA após se mudar da América Latina. A sua nomeação sinaliza o compromisso sério da empresa em construir uma presença americana sustentável.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, presidirá o Conselho de Administração. Esta combinação de liderança traz tanto visão empresarial quanto experiência regulatória ao empreendimento.
Junqueira enfatizou a importância da conformidade regulatória nas ambições americanas da empresa. "Receber aprovação federal para uma licença bancária nacional é um passo significativo na nossa jornada para nos tornarmos uma instituição regulada sólida, conforme e competitiva nos EUA," disse a CEO do negócio emergente nos EUA.
Ela expressou confiança em oferecer experiências financeiras transparentes e eficientes aos futuros clientes americanos, semelhantes aos serviços já confiados por mais de 127 milhões de clientes em todo o mundo.
A empresa planeia estabelecer centros estratégicos em Miami, na Área da Baía de São Francisco, no Norte da Virgínia e no Research Triangle da Carolina do Norte.
Estas localizações proporcionam acesso a diversos conjuntos de talentos e diferentes demografias de clientes. A abordagem multicitária sugere uma estratégia de expansão medida em vez de um foco concentrado num único mercado.
O histórico regulatório do Nubank abrange múltiplas jurisdições com requisitos variados. A empresa opera como uma instituição financeira totalmente regulamentada no Brasil desde 2016.
O Nu Mexico recebeu autorização para se organizar como uma instituição bancária em abril de 2025 e aguarda aprovação operacional final. A operação brasileira planeia obter uma licença bancária completa em 2026. A empresa é negociada publicamente na Bolsa de Valores de Nova Iorque desde 2021 sob o símbolo NU.
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