Em 2025, o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, mais conhecido como Fundo Partidário, distribuiu R$ 1.126.071.496,13 a diretórios nacionais de 19 legendas do país. Também foi repassada aos partidos R$ 102.572.513,68 em multas eleitorais arrecadadas no ano passado. O Fundo Partidário representa uma das principais fontes de recursos públicos para a manutenção das agremiações políticas.
As 5 siglas que obtiveram os maiores repasses em 2025 foram:
Já as legendas que menos receberam do Fundo em 2025 foram:
A forma de distribuição desses valores entre os diretórios municipais, estaduais e nacional é definida no estatuto de cada partido. Na página sobre o Fundo Partidário no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é possível verificar a distribuição mensal para cada sigla.
Em 2025, tiveram direito aos duodécimos os seguintes:
Avante;
Cidadania;
MDB (Movimento Democrático Brasileiro);
PC do B (Partido Comunista do Brasil);
PDT (Partido Democrático Trabalhista);
PL (Partido Liberal);
Pode (Podemos);
PP (Progressistas);
PRD (Partido Renovação Democrática);
PSB (Partido Socialista Brasileiro);
PSD (Partido Social Democrático);
PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira);
Psol (Partido Socialismo e Liberdade);
PT (Partido dos Trabalhadores);
PV (Partido Verde);
Rede Sustentabilidade;
Republicanos;
Solidariedade;
União Brasil.
Outras 10 legendas com estatutos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não receberam recursos do Fundo Partidário por não terem atingido a cláusula de desempenho estabelecida na Constituição Federal:
Agir;
DC (Democrata Cristã);
Mobiliza (Mobilização Nacional);
Novo;
PCB (Partido Comunista Brasileiro);
PCO (Partido da Causa Operária);
O Democrata (O Democrata);
PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro);
PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado);
UP (Unidade Popular).
Criado em 1965 pela Lei nº 4.740 e previsto na Lei nº 9.096 de 1995 (Lei dos Partidos Políticos), o fundo é composto de dotações orçamentárias da União, arrecadação com multas, aplicação de penalidades e doações, entre outras fontes financeiras.
Os recursos são repassados mensalmente às siglas, em forma de duodécimos (divisão de um valor em 12 partes iguais, que correspondem a cada mês do ano), para o custeio de despesas cotidianas das agremiações, como pagamento de salários de funcionários, contas de água e luz, passagens aéreas e aluguéis, por exemplo.
De acordo com a legislação em vigor, a divisão do Fundo Partidário entre as siglas é feita da seguinte forma: 95% do total do Fundo é distribuído aos partidos na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. O restante (5%) é repartido igualmente entre todas as legendas que atendam aos requisitos constitucionais de acesso aos recursos.
Segundo o parágrafo 3º do artigo 17 Constituição, somente terão direito a recursos do Fundo os partidos políticos que alternativamente:
Com informações do TSE.


