O Banco Central de El Salvador adicionou 9.298 onças de ouro às reservas nacionais, ampliando a exposição a ativos tradicionais fora do Bitcoin. O movimento ocorre enquanto o BTC é negociado entre US$82.445 e US$82.641 em 30/01/2026, acumulando queda superior a 10% desde as máximas do fim de janeiro. A decisão reforça uma narrativa global de diversificação soberana em meio à volatilidade do mercado cripto.
No curto prazo, o Bitcoin permanece abaixo da média móvel exponencial de 50 dias (EMA50), sinalizando tendência bearish, apesar de previsões de recuperação gradual para US$89.777 até 01/02/2026, alta potencial de 1,84%. Para investidores brasileiros, o BTC gira em torno de R$456.902, mantendo 50% de dias positivos nos últimos 30 dias, um sinal de consolidação e não de reversão clara.
O pano de fundo macro inclui inflação global resiliente, juros elevados e busca por proteção em ativos reais, cenário que favorece o ouro enquanto o Bitcoin passa por correção técnica após forte valorização em 2025.
Em termos simples, o país aproveitou uma correção no preço do ouro para reforçar reservas com um ativo historicamente usado como hedge. As 9.298 onças adicionadas representam uma estratégia de equilíbrio entre inovação financeira e estabilidade, combinando BTC com um ativo de baixa volatilidade relativa.
El Salvador mantém cerca de 5.800 BTC em caixa, uma posição relevante, mas altamente sensível a oscilações diárias. Ao ampliar apostas em ouro, o governo reduz risco de curto prazo sem abandonar a tese de longo prazo do Bitcoin como reserva alternativa.
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O movimento de El Salvador ocorre em um momento em que o ouro supera o Bitcoin no acumulado de 2026, mesmo com fluxos institucionais positivos via ETFs de BTC à vista. Esses ETFs continuam atraindo capital, mas a correção recente mostra que o Bitcoin ainda reage fortemente a ciclos macro e técnicos.
Do ponto de vista técnico, o RSI diário do BTC opera próximo de 42 pontos, indicando ausência de sobrevenda, enquanto o MACD permanece negativo, reforçando viés de cautela. Os principais suportes estão em US$80.000 e US$76.500, com resistência imediata em US$85.200.
Para o investidor no Brasil, a decisão de El Salvador funciona como estudo de caso de gestão de risco. Mesmo um país que adotou o Bitcoin como moeda legal reconhece a importância de balancear portfólio com ativos menos voláteis, especialmente quando o preço em reais se mantém elevado.
Ao mesmo tempo, a correção atual não invalida a tese de longo prazo do BTC, mas destaca que ciclos de alta não são lineares. A convivência entre ouro e Bitcoin nas reservas soberanas sugere que a narrativa não é de substituição, e sim de complementaridade.
O principal risco para o Bitcoin é a continuidade da pressão técnica se perder o suporte de US$80.000, o que pode abrir espaço para novas quedas. Além disso, um dólar mais forte tende a favorecer o ouro no curto prazo, reduzindo o apelo especulativo do BTC.
Por outro lado, uma retomada acima da EMA50 e aumento de volume comprador podem reverter o cenário, especialmente se os fluxos de ETFs voltarem a acelerar. Para quem investe, o momento exige disciplina e leitura de dados, não decisões emocionais.
Em síntese, a compra de ouro por El Salvador não é um voto de desconfiança no Bitcoin, mas um lembrete prático de que até os maiores defensores da criptomoeda operam com diversificação e gestão de risco em mente.
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