A produção de frutas cristalizadas é um processo de conservação antigo que substitui a água natural da fruta por açúcar. Através de banhos sucessivos em xaropesA produção de frutas cristalizadas é um processo de conservação antigo que substitui a água natural da fruta por açúcar. Através de banhos sucessivos em xaropes

Com imersão em xarope de açúcar por vários dias e secagem controlada, é assim que a indústria transforma frutas frescas em doces cristalizados

A produção de frutas cristalizadas é um processo de conservação antigo que substitui a água natural da fruta por açúcar. Através de banhos sucessivos em xaropes quentes, a indústria cria doces duráveis e brilhantes, essenciais para o Panetone e a confeitaria.

Preparação e corte

Com imersão em xarope de açúcar por vários dias e secagem controlada, é assim que a indústria transforma frutas frescas em doces cristalizadosProcesso de cozimento e conservação de frutas frescas em xarope de açúcar em escala industrial

O processo começa com a seleção rigorosa de frutas ainda verdes ou “de vez”, como o Mamão, a Laranja e o Figo. Elas precisam ter uma estrutura firme para suportar o cozimento sem desmanchar, garantindo a textura ideal no final.

Após a lavagem, as frutas são descascadas e cortadas em cubos padronizados ou mantidas inteiras, dependendo do produto final. Sementes e imperfeições são removidas manualmente ou por máquinas automáticas para garantir a pureza do doce.

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O processo de branqueamento

Antes de entrar no açúcar, as frutas passam pelo “branqueamento”, que consiste em uma fervura rápida em água. Isso serve para inativar enzimas que causariam escurecimento e para amaciar as fibras da polpa, abrindo os poros para a entrada da calda.

Nesta etapa, é comum adicionar sais de cálcio para manter a firmeza da fruta. Sem isso, o Mamão ou a Abóbora poderiam virar uma pasta mole durante os longos dias de imersão que virão a seguir.

Osmose em xaropes concentrados

A mágica acontece na substituição da água pelo açúcar, um fenômeno físico chamado osmose. As frutas são mergulhadas em tanques com xarope de glicose e sacarose, cuja concentração (Brix) é aumentada gradativamente dia após dia.

O processo é lento e pode durar de uma a duas semanas.

  • Início: Xarope leve (30º Brix) para não “chocar” a fruta.
  • Meio: Aumento diário da fervura para evaporar a água interna.
  • Fim: Xarope pesado (75º Brix) onde a fruta está saturada de açúcar.

Secagem e acabamento

Quando a fruta atinge o ponto de saturação, ela é retirada da calda e lavada rapidamente para tirar o excesso superficial. Em seguida, vai para túneis de secagem com ar quente controlado para reduzir a umidade residual e cristalizar a camada externa.

Algumas frutas recebem uma camada extra de açúcar granulado (cristalização) para criar aquela textura crocante por fora. Outras, chamadas de “glaceadas”, recebem um banho de glaçúcar para ficarem com uma aparência lisa e brilhante, como vitrines de joias.

Para entender a ciência por trás de um doce tradicional, selecionamos este conteúdo do canal GCHEPE. O vídeo detalha o processamento industrial e a física envolvida na cristalização, mostrando desde a seleção das frutas até o método de conservação que garante a textura e o sabor característicos:

Controle de qualidade

O produto final deve ter uma cor vibrante, transparência e sabor doce sem ser enjoativo. Laboratórios testam a atividade de água (Aw) para garantir que microrganismos e fungos não consigam crescer no doce, assegurando validade de meses fora da geladeira.

Entenda a escala de doçura durante o processo:

🍬 A Escala Brix (Concentração de Açúcar)

Dia 1 (30º Brix): Doçura leve, similar a uma compota caseira.
Dia 5 (50º Brix): A fruta começa a ficar translúcida e pesada.
Dia 10 (75º Brix): Saturação total. A água foi expulsa e o açúcar preserva a fruta.

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