São mais de 30 reportagens, 8 vídeos com as íntegras dos depoimentos, 15 vídeos com cortes de trechos e apuração extensaSão mais de 30 reportagens, 8 vídeos com as íntegras dos depoimentos, 15 vídeos com cortes de trechos e apuração extensa

Poder360 revelou vídeos dos depoimentos do caso Banco Master

2026/02/01 19:00
Leu 4 min
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O Poder360 revelou em 29 de janeiro de 2026, com exclusividade, os depoimentos dos principais citados no caso Master.

É um escândalo financeiro que vai custar pelo menos R$ 47 bilhões em indenizações a investidores. O banco foi liquidado em 18 de novembro de 2025.

São 32 reportagens, 8 vídeos com as íntegras dos depoimentos, 15 vídeos com cortes de trechos dos depoimentos e uma apuração extensa.

Há informações inéditas. Uma das mais relevantes é sobre um ativo estratégico do Master, o Will Bank. Estava prestes a ser vendido para o fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. Daniel Vorcaro foi preso no dia 18, quando a venda do Will Bank seria concretizada.

Outro ponto chama atenção. A delegada da PF (Polícia Federal) Janaina Palazzo, responsável pelo caso, diz nos depoimentos não ter formação técnica em mercado financeiro. Diz ser “leiga”.

Os depoimentos ajudam a sociedade brasileira a entender como o rombo se deu e quem falhou. Mostram por que foi decisivo que o processo avançasse no STF (Supremo Tribunal Federal), com depoimentos em 30 de dezembro de 2025. Na 1ª instância, dificilmente haveria qualquer movimento em dezembro de 2025.

Assista ao vídeo (3min16s):

O Poder360 seguirá acompanhando — e revelando — cada detalhe desse caso.

VÍDEOS DO CASO MASTER

Daniel Vorcaro (fundador do Master), Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) e Ailton Aquino (diretor do Banco Central) foram ouvidos no STF, em Brasília, em 30 de dezembro de 2025. Após a coleta dos depoimentos, foi realizada uma acareação entre Vorcaro e Costa, em que os 2 divergiram (assista à íntegra).

O Poder360 teve acesso aos vídeos. Clique aqui para assistir e aqui para ler as íntegras.

Eis o que disse Daniel Vorcaro:

  • BRB só teve lucro com negócios do Master;
  • conversou com Ibaneis sobre venda do Master (Ibaneis negou);
  • Will Bank seria vendido no dia da liquidação do Master;
  • defesa pediu para apurar vazamento de informações da acareação;
  • fiscalização do BC recomendou venda do Master ao BRB;
  • negou senha de celular à PF para proteger “relações pessoais”.

📹 Assista à íntegra do depoimento de Vorcaro: parte 1, parte 2 e parte 3.

Eis o que disse Paulo Henrique Costa:

  • falava com Ibaneis porque governo é maior acionista;
  • não havia evidência de problemas nas carteiras do Master;
  • sabia que Banco Master poderia quebrar;
  • não pediu ressarcimento para não quebrar o Master;
  • Master nunca pagou Tirreno pelas carteiras de crédito;
  • cobrou Vorcaro por informações sobre Tirreno;
  • sugeriu que Vorcaro deixasse a sociedade do Master.

📹 Assista à íntegra do depoimento de Costa: parte 1 e parte 2 e parte 3.

Eis o que disse Ailton de Aquino:

  • governança do BRB deveria ter identificado fraude;
  • Master tinha R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação;
  • não houve pressão do governo para liquidar o Master;
  • caso Master é muito similar ao do Cruzeiro do Sul;
  • BC teve certeza de fraude após reunião realizada em junho.

📹 Assista à íntegra do depoimento de Aquino: parte 1 e parte 2.

A Polícia Federal apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master e seus executivos. O caso está no Supremo, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O magistrado afirmou que ele é quem decidirá se o processo segue na Corte ou vai para a 1ª Instância.

Segundo as investigações, o esquema consistia na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que serviam para financiar fundos de investimento dos quais o banco era o único cotista. O MPF (Ministério Público Federal) afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros.

Copyright Infografia/Poder360
A liquidação extrajudicial do Master e do Will Bank, ligado à instituição, representou o ser vendido: R$ 47,3 bilhões
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