O governo dos Estados Unidos entrou em um novo shutdown parcial neste fim de semana, apenas três meses após a maior paralisação da história do país. Mas dessa vez, a interrupção das atividades deve ser mais breve.
O shutdown ocorre em meio a um impasse no Congresso sobre o financiamento federal, com foco nas operações de imigração conduzidas pela administração do presidente Donald Trump.
Na sexta-feira (30), o Senado dos EUA aprovou um projeto para financiar a maior parte do governo até o fim de setembro. O texto passou por 71 votos a 29, após um acordo entre Trump e democratas para separar o orçamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) de um pacote mais amplo.
Apesar do avanço no Senado, a proposta ainda depende da aprovação da Câmara dos Representantes, o que levou à paralisação parcial iniciada no fim de semana. A Câmara só retomou as atividades nesta segunda-feira (2), prolongando o shutdown por pelo menos alguns dias.
O principal ponto de divergência está nas operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês). Democratas pressionam por mudanças nas regras de atuação da agência, após protestos e a morte de dois manifestantes em Minneapolis durante ações federais.
Entre as exigências estão:
“O que está claro é que o ICE precisa ser dramaticamente reformado”, afirmou o líder democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, segundo a Associated Press.
Pelo acordo aprovado no Senado, o DHS terá financiamento temporário até 13 de fevereiro, criando uma janela para negociações sobre possíveis restrições às operações de imigração. A estratégia busca evitar um shutdown prolongado enquanto o debate segue no Congresso.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou contar com o apoio direto de Trump para viabilizar a votação. Segundo ele, o presidente quer “reduzir o tom” das operações migratórias e acelerar uma solução.
Em entrevista à NBC, Johnson disse estar confiante de que o impasse será resolvido até terça-feira (3), embora tenha reconhecido dificuldades logísticas, como a baixa presença de parlamentares em Washington após uma forte tempestade de neve.
Johnson afirmou que há espaço para consenso em temas como câmeras corporais e mudanças nas patrulhas móveis, mas rejeitou outras demandas, como a proibição do uso de máscaras por agentes federais.
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