O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou na 3ª feira (3.fev.2026) que, caso não chegue ao 2º turno da eleição presidencial, apoiará “o candidato que estiver contra o PT”. A declaração foi dada a jornalistas durante evento da FPLM (Frente Parlamentar pelo Livre Mercado), em Brasília.
Zema disse que pretende levar sua candidatura até o fim e voltou a se apresentar como um nome “fora do sistema”, com trajetória no setor privado. “Eu levarei a minha pré-candidatura e candidatura até o final, porque me considero um candidato um tanto quanto fora do sistema”, afirmou.
Questionado sobre possíveis alianças, o governador repetiu que seu apoio no 2º turno será condicionado à oposição ao PT. “O candidato que estiver contra o PT, eu estarei apoiando no 2º turno”, declarou. Segundo ele, esse nome pode ser o próprio Zema, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou “aquele que o PSD vier escolher”.
O governador disse que, em Minas Gerais, apoiará qualquer adversário do PT, mencionando o pleito anterior como exemplo. “Qualquer um que estiver contra o PT, eu estarei dando apoio em Minas Gerais, como fiz em 2022”, afirmou.
Zema negou ter recebido convite para compor chapa como vice e descartou especulações envolvendo Flávio Bolsonaro. “Fico muito honrado com qualquer cogitação… Mas não recebi nenhum convite”, disse.
No evento, o governador defendeu medidas de gestão e citou a privatização da Copasa, a companhia de saneamento do Estado. Segundo ele, a proposta deve avançar ainda no 1º semestre de 2026, com o objetivo de acelerar a universalização do serviço e ampliar investimentos.
Ao criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Zema disse não acreditar nas propostas do partido e afirmou que o país cresce lentamente e enfrenta problemas de corrupção e escândalos.
As falas se dão no contexto da disputa presidencial de 2026, com Zema tentando se consolidar como alternativa no campo da direita e do centro, defendendo que a prioridade, para ele, é tirar o PT do poder.


