O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contou nesta 5ª feira (5.fev.2026) que ouviu do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, um relato de que o banqueiro sofria perseguição no mercado financeiro de pessoas “interessadas em derrubá-lo”. O petista afirmou que se reúne com “todos os bancos” e que os envolvidos em fraudes pagarão “o preço da irresponsabilidade”.
“Ele [Vorcaro] me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele. O que eu disse para ele: ‘não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo BC”, disse Lula em entrevista a jornalista Daniela Lima, do portal UOL.
O presidente recebeu o dono do Banco Master no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024 junto com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, na época contratado pela instituição. A reunião não constou na agenda oficial da Presidência.
Além de Lula, Mantega e Vorcaro, estavam presentes também:
O Poder360 apurou que Galípolo não informou a Roberto Campos Neto, então presidente do BC, sobre o encontro.
Em 2024, não havia ainda investigações sobre possíveis fraudes no Banco Master. Lula não deixou claro na entrevista o motivo de ter falado sobre investigação do Banco Central com Vorcaro naquele momento.
O petista afirmou que, depois do encontro com Vorcaro, se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que conversassem sobre o que o banqueiro havia dito.
O presidente disse que os envolvidos no caso Master vão “pagar o preço da irresponsabilidade de dar talvez o maior rombo na história desse país”.
“Estávamos diante da 1ª chance real de pegar os magnatas da corrupção e de lavagem dinheiro do país. Não me importa que envolva político, não me importa que envolva partido, não me importa que envolva banco”, disse o petista.
Sobre o contato do ex-ministro da Justiça e Segurança Ricardo Lewandowski com o Banco Master, Lula disse que “qualquer um trabalha em qualquer empresa neste país”. Afirmou que o ex-ministro é um grande jurista e que é natural que fosse procurado. Lewandowski deixou de atender ao banco quando passou a integrar o governo.
Leia mais:


