O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que irá introduzir uma resolução para impedir o Tesouro de emitir dinheiro para financiar gastos públicos no orçamento. Milei explicou que esta medida visa proteger o superávit atual e aprofundar suas políticas de déficit zero.
A Argentina tornou-se líder no mundo económico, e uma experiência em curso que examina os efeitos da implementação de políticas libertárias a nível de estado-nação. Num discurso televisivo recente, o Presidente Javier Milei anunciou uma série de medidas focadas em aprofundar as suas políticas de déficit zero.
Milei explicou que irá introduzir uma resolução para interromper a emissão de dinheiro destinado a financiar gastos públicos orçamentários. "Na segunda-feira, assinarei uma instrução ao Ministério da Economia da Nação para proibir o Tesouro de financiar gastos primários com emissão monetária", afirmou.
Além disso, Milei irá apresentar um projeto de lei que penalizará propostas de orçamento nacional que resultem em déficits para financiar gastos. O projeto estabelece "uma regra fiscal rigorosa que exige que o Congresso nacional obtenha um resultado financeiro com equilíbrio ou superávit", enfatizou Milei, sugerindo sanções para legisladores e funcionários públicos que ignorarem estas considerações.
As medidas de Milei surgem após o veto de vários projetos de lei destinados a aumentar pensões e gastos de emergência para fins de deficiência. Ele argumentou que o custo de implementação destas reformas seria exorbitante, comprometendo o cumprimento das metas económicas estabelecidas.
"O meu trabalho não é parecer bem, é fazer bem, mesmo que o custo seja ser chamado de cruel", concluiu Milei.
No entanto, economistas criticaram o governo por esta proposta, explicando que a base monetária quase duplicou em apenas um ano. Marcelo Trovatto, um economista local, destacou que os gastos migraram para outras áreas. "Os gastos públicos não desapareceram: simplesmente mudaram de forma e agora são canalizados para o pagamento de juros sobre instrumentos de dívida em pesos, que o mercado mal consegue absorver sem desencadear pressão cambial", avaliou.
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