Éden Valadares, chefe da comunicação do partido, diz que nível de sofisticação da IA é muito alto e que há tendência mundial das plataformas de favorecer a direÉden Valadares, chefe da comunicação do partido, diz que nível de sofisticação da IA é muito alto e que há tendência mundial das plataformas de favorecer a dire

Manipulação nas redes é desafio para o Brasil, diz secretário do PT

2026/02/06 04:00
Leu 4 min
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em crypto.news@mexc.com

O chefe da comunicação do PT (Partido dos Trabalhadores), Éden Valadares, afirmou ao Poder360 que as big techs “concentram um poder de manipulação de coletivo e individual muito forte”. Disse que isso representa um “desafio” para o Brasil e para o mundo já que não há transparência sobre questões como o funcionamento dos algoritmos. 

Valadares declarou que há um “nível de sofisticação na elaboração de conteúdos de IA que confunde o eleitor”, além de, segundo ele, existir uma “tendência” dessas plataformas de favorecimento da direita. 

“Assim como na mídia tradicional tem que ter um equilíbrio na disputa eleitoral, entendemos que as redes sociais têm que estar sob esse mesmo arcabouço de proteger a lisura das eleições e não tender para um lado ou outro”, disse.

Valadares disse que, mesmo o PT “liderando” em todas as redes sociais, ele não deixa de ter críticas às big techs. Defendeu, inclusive, a regulamentação das redes. Argumentou que a medida não é um “bicho de 7 cabeças” já que outros países –como Austrália– já regulamentaram.

Declarou que o PT deve estar organizado nas plataformas em que a militância e a sociedade brasileira estão organizadas, como o WhatsApp. “Não tem como um partido político, e o PT não seria diferente, não estar organizado e não estar disputando votos e apresentando seus conceitos, programa e projeto para o Brasil”.

O chefe de comunicação da sigla também citou uma preocupação com o “colonialismo digital”. Para ele, há uma dificuldade a ser enfrentada em relação à “soberania digital” do país. 

“Temos falado muito sobre o Brasil ter independência em relação à construção, à proteção e ao fluxo de dados e informações. Temos as big techs que acabam concentrando muito desse monopólio”, declarou. 

ELEIÇÕES

Valadares também afirmou que estabeleceu um diálogo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que o tribunal remonte a equipe de combate a desinformação e que tenha um “investimento robusto” em técnicos e em tecnologia para “fazer frente a quem quer manipular as eleições no Brasil”

Em março de 2024, o TSE inaugurou o CIEDDE (Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia). O centro reunia esforços de diferentes instituições no combate à desinformação e às deepfakes utilizadas contra o processo eleitoral. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) propôs suspender a ação do tribunal por preocupações com a liberdade de expressão dos brasileiros.  

Já em junho de 2025, o TSE criou uma comissão que pode propor medidas para aperfeiçoar o combate à desinformação nas eleições de 2026. 

O chefe da comunicação do PT disse que deveria haver uma ferramenta que garanta que no provedor ou na ferramenta o conteúdo produzido por inteligência artificial tenha um selo que mostre que aquilo é IA. “Não dá para ir para as eleições sem saber se aquele vídeo é verdadeiro ou não”, declarou. 

SEGURANÇA PÚBLICA

Sobre segurança pública, afirmou que é a “prioridade zero” do governo. Declarou que a direita tem perdido espaço e não querem mais “falar de corrupção depois que defenderam a anistia, a dosimetria e a impunidade”. 

“Estamos muito à vontade para debater segurança pública. No governo Lula colocamos a Receita Federal, a Polícia Federal e os órgãos de controle para capturar o dinheiro de quem financia o crime organizado no Brasil”, disse.

Éden Valadares faz referências a ações como a operação Carbono Oculto, que desmantelou um esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis com ramificações para o setor financeiro. 

Também se refere a projetos governamentais como o PL (Projeto de Lei) Antifacção e à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. Enquanto o PL cria o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, a PEC visa a atualizar o capítulo da Constituição que trata da segurança pública, estabelecendo novas diretrizes para o Susp (Sistema Único de Segurança Pública). Ambos aguardam votação na Câmara.

Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail crypto.news@mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.

Role os dados e ganhe até 1 BTC

Role os dados e ganhe até 1 BTCRole os dados e ganhe até 1 BTC

Convide amigos e divida 500,000 USDT!