O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), conseguiu se reerguer após a forte correção na véspera e encerrou o pregão desta quinta-feira O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), conseguiu se reerguer após a forte correção na véspera e encerrou o pregão desta quinta-feira

Morning Call: Resultados da Amazon e do Bradesco influenciam desempenho dos mercados

2026/02/06 20:15
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), conseguiu se reerguer após a forte correção na véspera e encerrou o pregão desta quinta-feira (5) em leve alta de 0,23%, aos 182.127,25 pontos, impulsionado pelo desempenho do Itaú.

As ações do banco subiram 2,02% após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que animou investidores e deu fôlego ao setor financeiro. A expectativa pelos resultados do Bradesco deram maior tração às ações, que fecharam em alta de 0,66% (BBDC3) e de 0,81% (BBDC4).

No entanto, o desempenho do Ibovespa foi limitado pelas ações de maior peso. A Petrobras recuou 1,43% (ON) e 1,39% (PN), acompanhando a desvalorização dos contratos futuros de petróleo em Londres e Nova York.

Os papéis da Vale também pressionaram o Ibovespa com a perda de 3,33%, refletindo a queda no preço do minério de ferro na China.

Entre os destaques positivos do pregão, as maiores altas ficaram com MRV, que disparou 6,85%, e Vamos, com avanço de 6,28%. Na ponta oposta, a Braskem liderou as perdas, com recuo de 4,56%.

No câmbio, o dólar fechou em leve alta de 0,08% frente ao real, cotado a R$ 5,25, após oscilar ao longo do dia, refletindo fatores externos, como a queda do petróleo, preocupações com o setor de tecnologia e dados fracos do mercado de trabalho americano.

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No cenário internacional, os investidores operam sob expectativa elevada pela divulgação do payroll na próxima semana, após uma sequência de dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos nesta quinta-feira, reforçando as apostas de um corte do juro pelo Federal Reserve (Fed) em março.

Embora o cenário-base ainda seja de manutenção das taxas, a probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Fed saltou de 9,4% para 20,8%, segundo a plataforma do CME Group. A mudança de percepção ganhou força após o relatório Jolts mostrar que o número de vagas em aberto nos EUA caiu de 6,92 milhões em novembro para 6,54 milhões em dezembro, frustrando a expectativa do mercado.

O humor externo também foi impactado pelos fortes recuos no after hours em Nova York, especialmente da Amazon e do ADR do Bradesco, após resultados abaixo do esperado.

As ações da Amazon despencaram cerca de 11% após o fechamento. Seguindo a mesma tendência da Alphabet, o movimento não foi provocado apenas pelo balanço, mas principalmente pelo anúncio de que a companhia pretende investir cerca de US$ 200 bilhões em 2026, valor considerado elevado pelos investidores. Além disso, a projeção de lucro operacional para o trimestre atual, entre US$ 16,5 bilhões e US$ 21,5 bilhões, ficou abaixo da mediana das estimativas de analistas.

No caso do Bradesco, o lucro líquido recorrente de R$ 6,516 bilhões no quarto trimestre de 2025 veio em linha com as expectativas do mercado e representou alta de 20,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, o guidance divulgado para 2026 decepcionou.

A projeção de lucro de R$ 27,5 bilhões e retorno sobre o patrimônio (ROE) de 15,4% ficaram cerca de 4% abaixo do esperado por analistas do Citi, pressionando os papéis no exterior.

No Brasil, o noticiário político- econômico ganha novos elementos com a expectativa pela entrevista de Guilherme Mello, indicado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Banco Central, na qual deve comentar o balanço macrofiscal da pasta.

No campo institucional, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, movimentou Brasília após conceder liminar suspendendo o pagamento dos chamados “penduricalhos” nas esferas federal, estadual e municipal.

Em até 60 dias, todos os órgãos devem reavaliar a base legal das verbas remuneratórias e indenizatórias pagas a membros de Poder e servidores públicos.

Além disso, o magistrado determinou que os chefes de Poder publiquem atos detalhando cada benefício, seus valores, critérios de cálculo e respectivos fundamentos legais.

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Manchetes desta manhã

  • Fundos da Reag divulgaram patrimônio falso de R$ 45 bi com créditos de carbono (Valor)
  • PF faz ação contra Previdência do Amapá por investimento no Master e mira indicado de Alcolumbre (Folha)
  • Fictor tentou comprar parte do BRB por R$ 324,5 milhões para dar fôlego ao banco em negócio com Master (Estadão)
  • Bitcoin apaga rali Trump e cai abaixo de US$ 61 mil (O Globo)

Mercado global

As Bolsas da Europa se recuperam do desempenho negativo na véspera impulsionado pelos resultados de empresas de tecnologia, além das decisões de política monetária do BoE e do BCE.

Na Ásia, os mercados encerraram a semana em baixa com impacto do setor de tecnologia. O Japão foi a exceção, avançando antes das eleições e com expectativa de vitória do partido da primeira-ministra Sanae Takaichi, que pode facilitar mais gastos fiscais e reformas no orçamento.

O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,44% e o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,21%. Na China, as ações se mantiveram em leve baixa, com o Shenzhen e o Xangai oscilando numa faixa estreita, em -0,33% e -0,25%, respectivamente.

Em Nova York, os índices futuros buscam a estabilidade, com cautela em relação ao setor de tecnologia, pressionado pela queda das ações da Amazon após os resultados.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro:+0,38%
  • FTSE 100:+0,12%
  • CAC 40: +0,06%
  • Nikkei 225:+0,89%
  • Hang Seng:-1,21%
  • Shanghai SE Comp:-0,25%
  • Ouro (abr): +0,14%, a US$ 4.896,3 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): -0,01%, a 97,816 pontos
  • Bitcoin -7,69% a US$ 66.016,4
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Commodities

  • Petróleo: retoma a tendência de alta após forte queda da véspera, com o mercado atento à reunião entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã, em Omã, que discute um possível acordo nuclear.
    O encontro acontece após uma escalada de ameaças entre os dois países, em meio a temores de que um eventual confronto militar na região possa comprometer a oferta global da commodity.
    O Brent/abril tem leve alta de 0,18%, cotado a US$ 67,67 e o WTI/março avança 0,09%, a US$ 63,35
  • Minério de ferro: fechou em queda relevante de 1,23% na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 109,61.
    Na semana, acumula queda de quase 4%, em meio a um movimento de venda generalizada de metais industriais.
    Segundo análise da ANZ, os estoques nos portos da China aumentaram nas últimas semanas, refletindo a desaceleração sazonal da demanda com a proximidade do Ano Novo Lunar, assim como os embarques da Austrália, inclusive do porto de Port Hedland.

Cenário internacional

Nos EUA, os investidores monitoram a divulgação da pesquisa de sentimento do consumidor e das expectativas de inflação da Universidade de Michigan, indicadores relevantes para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.

Além disso, o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, participa de um evento e discursa às 14h, o que pode trazer sinais adicionais sobre a condução da política monetária.

Neste final de semana, o mercado de commodities também segue no radar com a confirmação de uma reunião entre Estados Unidos e Irã, marcada para esta sexta-feira (6), em Omã, para discutir um possível acordo nuclear. A perspectiva de avanço nas negociações vem aumentando a percepção de oferta no mercado global.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump deseja explorar a possibilidade de um acordo com o Irã, mas destacou que Washington considera “várias opções além da diplomacia”.

No campo político, o governo do presidente Donald Trump avançou no fortalecimento do controle sobre a máquina pública. Após concluir a reformulação do sistema de serviço público, a nova estrutura amplia os poderes do presidente para contratar e demitir cerca de 50 mil servidores federais.

Cenário nacional

No Brasil, o mercado acompanha a divulgação do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de janeiro, além dos indicadores da indústria referentes a dezembro.

Também entra no radar a participação de Guilherme Mello, indicado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Banco Central.

Às 8h30, ele apresenta o balanço do Boletim Macrofiscal de 2025 e as perspectivas fiscais e econômicas para 2026.

No campo da política externa, o presidente Lula se reuniu com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, para discutir a ampliação da cooperação econômica entre os dois países em áreas como educação, saúde, agricultura, energia, defesa e espaço.

Ambos reconheceram que o fluxo comercial bilateral está abaixo do potencial. Em declaração conjunta, Brasil e Rússia também criticaram o uso da força militar contra países em desenvolvimento, sem mencionar diretamente os Estados Unidos ou a recente ação militar contra a Venezuela.

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Destaques do mercado corporativo

  • Movida: captou R$ 3,5 bilhões e afirma ter endereçado as necessidades de dívida até 2026, com foco em frota de baixa emissão.
  • Oncoclínicas: concluiu a venda de ativo non-core para reduzir alavancagem e reforçar geração de caixa.
  • Magazine Luiza: vendeu 75% do Steal The Look e mantém participação estratégica, mirando crescimento do ativo.
  • Correios: contrataram escritório de advocacia sem licitação para defender ex-dirigentes em processos sobre pedaladas fiscais no TCU.

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