A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,2% em janeiro, após avançar 0,1% em dezembro de 2025, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), nesta sexta-feira (6).
Com o resultado, o índice acumula alta de 0,2% no ano e queda de 1,11% em 12 meses, enquanto em janeiro de 2025, o IGP-DI havia subido 0,11% e registrava avanço de 7,27% em 12 meses.
De acordo com Matheus Dias, economista do FGV Ibre, o comportamento do IGP-DI em janeiro foi influenciado principalmente pela aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu 0,59% no mês, após alta de 0,28% em dezembro.
“O resultado do IGP-DI em janeiro foi influenciado principalmente pelo IPC, que avançou 0,59%, uma aceleração de 0,31 ponto percentual em relação a dezembro. A alta refletiu reajustes nas tarifas de ônibus urbano, nas taxas de água e esgoto residencial e aumentos sazonais nos preços do ensino formal”, explicou.
Em janeiro, o IPC registrou taxa de 0,59%, com aceleração em relação ao mês anterior. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco apresentaram avanço em suas taxas de variação:
Em sentido oposto, Vestuário registrou queda de 0,62%, após alta de 0,27% em dezembro e Comunicação passou de 0,02% para estabilidade, enquanto o grupo Educação, Leitura e Recreação teve leve desaceleração, de 1,17% para 1,16%.
O Núcleo do IPC subiu 0,52% em janeiro, acima da taxa de 0,33% registrada em dezembro. Do total de 85 itens analisados, 41 foram excluídos do cálculo do núcleo: 24 apresentaram variações inferiores a 0,15% e 17 registraram taxas superiores a 0,84%.
O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com variação positiva de preços, alcançou 71,29% em janeiro. O resultado representa alta de 10 pontos percentuais em relação a dezembro, quando o indicador havia ficado em 61,29%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde pela maior parcela do IGP-DI, apresentou estabilidade em janeiro, refletindo uma acomodação dos preços ao produtor após a leve alta registrada em dezembro.
Matheus Dias explica que “embora tenha permanecido estável no resultado geral, o Índice de Preços ao Produtor registrou avanço nos preços de produtos industriais, influenciado principalmente por minerais metálicos, como o minério de ferro”.
Na análise por estágios de processamento, o grupo de Bens Finais recuou 0,22% em janeiro, revertendo a alta de 0,08% observada no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo, acelerou de -0,05% em dezembro para 0,04% em janeiro.
O grupo de Bens Intermediários apresentou alta de 0,76% em janeiro, após registrar avanço de 0,12% em dezembro. Já o índice de Bens Intermediários (ex), que desconsidera combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,85%, depois de variar 0,19% no mês anterior.
No estágio das Matérias-Primas Brutas, o índice recuou 0,36% em janeiro, intensificando a queda registrada em dezembro, de -0,06%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,72% em janeiro, acima da taxa de 0,21% registrada em dezembro. Os três grupos que compõem o indicador apresentaram aceleração no período:
“O INCC também apresentou aceleração, impulsionado por reajustes salariais da mão de obra, associados à elevação do salário mínimo e às condições do mercado de trabalho, com destaque para Belo Horizonte”, relata o economista do FGV Ibre.
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