A China endureceu sua política contra criptoativos privados.
O Banco Popular da China (PBOC) anunciou a proibição da emissão não autorizada de stablecoins e ativos do mundo real tokenizados (RWAs) atrelados ao yuan.
O comunicado foi divulgado em conjunto com outras sete agências reguladoras. Entre elas, estão o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China.
A regra vale para empresas domésticas e estrangeiras, além disso, abrange o yuan onshore (CNY) e o offshore (CNH).
Segundo a tradução oficial, stablecoins atreladas a moedas fiduciárias “exercem funções semelhantes às do dinheiro estatal durante sua circulação”. Por isso, dependem de autorização prévia.
Winston Ma, professor da NYU Law School e ex-diretor do fundo soberano chinês CIC, explicou o alcance da decisão.
A medida reforça uma estratégia de longo prazo. O objetivo é manter criptoativos especulativos fora do sistema financeiro formal.
Ao mesmo tempo, a China acelera a adoção do e-CNY, sua moeda digital de banco central. Em janeiro de 2026, o PBOC autorizou bancos comerciais a pagar juros sobre saldos em yuan digital.
Essa decisão buscou aumentar a atratividade do e-CNY frente a alternativas privadas. Portanto, o espaço para stablecoins vinculadas ao yuan ficou ainda menor.
Em agosto de 2025, surgiram rumores sobre a liberação de stablecoins privadas atreladas ao yuan. A sinalização indicava uma possível mudança histórica.
Entretanto, em setembro do mesmo ano, o governo voltou atrás. Reguladores ordenaram a suspensão imediata de testes com stablecoins e outros ativos digitais.
Agora, a nova proibição consolida esse recuo. Além disso, estende o veto aos RWAs tokenizados, um mercado em rápida expansão global.
A decisão chinesa tende a limitar iniciativas internacionais focadas no yuan. Projetos de stablecoins e tokenização perdem acesso ao segundo maior sistema financeiro do mundo.
Por outro lado, o movimento fortalece o e-CNY como única alternativa digital ligada à moeda chinesa. Isso pode influenciar outros países a protegerem suas CBDCs.
Como resumiu Winston Ma, trata-se de “manter o controle monetário, enquanto se promove a inovação apenas sob comando estatal”.
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