Uma carteira associada à World Liberty Financial (WLFI), ligada ao presidente Donald Trump, vendeu Bitcoin para reduzir risco de liquidação na Aave.
A operação ocorreu em 5 de fevereiro e envolveu a venda de 173 WBTC para quitar dívida em USDC.
A carteira identificada como 0x77a…F94F6, rotulada como WLFI na Arkham Intelligence, retirou 173 WBTC da Aave V3. Em seguida, converteu os ativos em USDC para pagar US$ 11,75 milhões em duas transações.
Carteira WLFI – Fonte: Arkham Intelligence
Com isso, o health factor subiu para 1,54, acima do limite de liquidação de 1,0. Entretanto, a margem de segurança segue limitada. Uma queda de cerca de 38% no valor do colateral pode acionar liquidações automáticas.
Além disso, a carteira ainda mantém 13.298 WETH e 167 WBTC como garantia. Esses ativos sustentam uma dívida variável de US$ 18,47 milhões em USDC, segundo dados on-chain.
A movimentação reflete uma estratégia clara de desalavancagem voluntária. Ao vender o colateral antes do limite crítico, o investidor evita leilões forçados com descontos de 5% a 10%.
Segundo a Chaos Labs, a Aave registrou US$ 140 milhões em liquidações em apenas 24 horas. Já a 21Shares apontou US$ 3,7 bilhões em liquidações no mercado cripto durante o fim de semana.
Por isso, grandes detentores preferem vender antes de perder o controle da execução.
Entretanto, esse movimento não ocorre de forma isolada. ETFs de Bitcoin à vista seguem registrando saídas líquidas. Como resultado, a absorção institucional diminuiu de forma relevante.
Além disso, a capitalização total do mercado cripto caiu para menos de US$ 2,1 trilhões. Esse valor está bem abaixo do pico registrado em outubro de 2025.
Com menos compradores e menor alavancagem, o mercado perde o chamado bid reflexivo. Esse mecanismo foi essencial na alta que levou o Bitcoin de US$ 30 mil para US$ 100 mil.
Agora, o processo é inverso, baleias vendem colateral para reduzir risco. Portanto, a pressão vendedora persiste, mesmo sem pânico generalizado.
A venda de 173 WBTC pela carteira ligada à WLFI mostra um mercado em ajuste fino, não em capitulação. Ainda assim, o risco permanece elevado.
Com menor liquidez, menos alavancagem e saídas de ETFs, o Bitcoin enfrenta um ambiente onde preservar margem virou prioridade.
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