A guerra do Presidente Donald Trump contra a diversidade, equidade e inclusão acaba de receber luz verde de um tribunal federal de recurso.
Na sexta-feira, um painel de três juízes do 4.º Tribunal de Recurso dos EUA em Richmond, Virgínia, derrubou uma injunção de um tribunal inferior que teria bloqueado as amplas ordens executivas da administração que eliminam programas DEI em agências federais e contratantes governamentais, informou a Reuters.
A decisão marca uma grande vitória para Trump, que assinou as ordens pouco depois de tomar posse no ano passado. Baltimore, a Associação Nacional de Responsáveis pela Diversidade no Ensino Superior e a Associação Americana de Professores Universitários tinham intentado ação judicial para bloquear as diretivas, argumentando que violavam as proteções de liberdade de expressão da Primeira Emenda e os direitos do devido processo da Quinta Emenda.
O juiz Albert Diaz, escrevendo para o painel, considerou o desafio prematuro.
"O Presidente Trump decidiu que a equidade não é uma prioridade na sua administração e, portanto, orientou os seus subordinados a terminar o financiamento que apoia projetos relacionados com a equidade na máxima extensão permitida por lei", escreveu Diaz. "Se essa é uma política sensata ou não, não nos cabe decidir."
Numa opinião concordante, Diaz, nomeado por Obama, admitiu que chegou à sua conclusão "relutantemente", citando o que chamou de "história sinistra" de programas a serem terminados por palavra-chave.


