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Do Pix à IA generativa: as forças que vão reorganizar o setor financeiro em 2026

2026/02/07 17:01
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A tokenização e os ativos digitais são umSistema financeiro nacional são um componente complementar do sistema financeiro — Foto: Imagem gerada por IA A tokenização e os ativos digitais são umSistema financeiro nacional são um componente complementar do sistema financeiro — Foto: Imagem gerada por IA

O sistema financeiro brasileiro está prestes a atravessar um ponto de inflexão. Depois de anos consolidando infraestrutura pública avançada, construindo bases regulatórias para inovação e ampliando a digitalização da sociedade, o país se aproxima de um ciclo em que tecnologia e regulação vão reorganizar a forma como o dinheiro circula, como o crédito é concedido e como os investimentos são distribuídos.

Durante a última década, o setor conviveu com o surgimento e a expansão de elementos que hoje compõem essa nova base: Pix, Open Finance, tokenização de ativos, open data, computação em nuvem e, mais recentemente, inteligência artificial. Em 2026, esses vetores deixam de ser “tendências de evento” e passam a moldar, de fato, a estrutura competitiva do mercado financeiro.

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Regulação como alavanca

Um dos fenômenos pouco compreendidos fora do setor é o papel estratégico da infraestrutura pública e da regulação. No Brasil, ferramentas como o Pix iniciaram sua trajetória como meios de pagamento, mas caminham rapidamente para se tornar infraestruturas transversais, aptas a viabilizar desde cobrança recorrente até liquidação de títulos públicos. É um caminho que redefine o escopo do pagamento digital e aproxima essa infraestrutura de funções antes concentradas nos cartões de crédito.

Em paralelo, o Open Finance, após mais de cinco anos de construção, se move da fase de integração para a fase estratégica: deixa de ser apenas uma ferramenta de interoperabilidade para se transformar no motor da tomada de decisão de bancos, fintechs e varejistas, especialmente em modelos de análise de risco, precificação, ofertas contextuais e visão 360° do cliente.

A tokenização e os ativos digitais também avançaram para o centro do debate. Com supervisão mais clara do Banco Central, criptomoedas, recebíveis e títulos passam a encontrar um ambiente com menos risco sistêmico e maior aderência a operações tradicionais. Não se trata mais de um ecossistema paralelo, e sim de um componente complementar do sistema financeiro.

Dados, IA e o cérebro do sistema

Se infraestrutura e regulação criam a base, são dados e inteligência que ativam o valor dessa base. O setor financeiro já entendeu que vantagem competitiva não depende de quem possui mais dados, mas de quem transforma esses dados em melhores decisões em tempo real. Em 2026, esse movimento se acelera.

A IA generativa, que ganhou protagonismo nos últimos dois anos, deve se expandir em duas ondas. A primeira, mais silenciosa, está no backoffice: automação de riscos, compliance, relatórios e atendimento interno. A segunda, mais visível, invade a interface com o cliente por meio de assistentes financeiros conversacionais, capazes de comparar opções de crédito, explicar investimentos, tirar dúvidas e educar o consumidor em linguagem natural.

Esse redesenho exige também a modernização do core bancário. Não se trata de um projeto de eficiência, e sim de competitividade. Bancos que migram de arquitetura monolítica para modelos baseados em cloud, APIs e microsserviços ganham velocidade, interoperabilidade e capacidade de operar em lógica 24/7. Os que não fizerem esse movimento tendem a perder escala, integração e relevância dentro dos novos ecossistemas financeiros.

Da infraestrutura à vida real

A convergência entre infraestrutura pública, dados e IA altera também o papel do sistema financeiro na sociedade. O setor caminha para um estágio em que o valor deixa de estar no produto financeiro em si e passa a ser gerado por sua capacidade de se integrar a fluxos de vida: varejo, mobilidade, educação, saúde e serviços urbanos.

É o terreno em que modelos de embedded finance se tornam invisíveis e, justamente por isso, essenciais. O serviço financeiro deixa de ser um destino e passa a ser um recurso aplicado no momento adequado do fluxo principal, comprar, estudar, se deslocar, empreender. Paralelamente, fatores ESG entram no centro da disputa por capital. Linhas de financiamento condicionadas a metas ambientais, fundos temáticos e créditos de carbono tendem a ganhar protagonismo, enquanto a IA generativa reduz barreiras de entendimento e amplia a inclusão financeira.

2026 como divisor de águas

O Brasil chega a 2026 com ativos estruturantes raros no mundo: um sistema de pagamentos interoperável, agenda regulatória orientada ao futuro, supervisão tecnológica eficiente e uma sociedade digital que incorporou novas tecnologias muito mais rápido do que mercados maduros.

Esse conjunto não garante resultados automáticos, mas abre uma janela de oportunidade. O avanço não dependerá apenas de inovação na interface com o usuário, e sim de quem conseguir orquestrar infraestrutura, dados, arquitetura tecnológica e novos modelos de negócio em escala.

É um momento em que o setor financeiro brasileiro deixa de ser apenas espectador da inovação global para se consolidar como protagonista. As bases estão lançadas. Os próximos movimentos definirão quem será líder e quem será seguidor.

Leandro Duran é Head de Estratégia Digital da CI&T

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