Olimpíada de inverno 2026 Alex Pantling/Getty Images A Federação Internacional de Esqui e Snowboard rejeitou teoria de que saltadores de esqui estariam alt Olimpíada de inverno 2026 Alex Pantling/Getty Images A Federação Internacional de Esqui e Snowboard rejeitou teoria de que saltadores de esqui estariam alt

Olimpíada de Inverno: Federação de esqui rejeita teoria de alongamento peniano para performance; entenda

2026/02/07 21:15
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Olimpíada de inverno 2026 — Foto: Alex Pantling/Getty Images Olimpíada de inverno 2026 — Foto: Alex Pantling/Getty Images

A Federação Internacional de Esqui e Snowboard rejeitou teoria de que saltadores de esqui estariam alterando suas medidas corporais para obter trajes mais folgados e, assim, ganhar vantagem competitiva nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. A entidade se pronunciou nesta sexta-feira, após controvérsia que circulou nas últimas semanas no circuito internacional e explodiu na mídia na véspera da estreia do salto de esqui na Olimpíadas.

A FIS se viu forçada a reagir e a tomar uma posição firme sobre o tema, afirmando que não há fundamento nesta teoria.

O debate começou depois que o jornal alemão Bild publicou uma reportagem apontando para discussões internas no mundo do salto de esqui sobre a possibilidade de alterar temporariamente o volume da virilha antes das medições oficiais. Esses testes, realizados no início de cada temporada com o auxílio de scanners corporais tridimensionais, determinam com precisão milimétrica as dimensões dos trajes que os atletas usam em competição durante meses.

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A polêmica surgiu após relatos sugerirem que alguns atletas teriam considerado injetar ácido hialurônico em seus órgãos genitais para manipular as imagens tridimensionais.

A federação insistiu que não há provas que sustentem essa teoria. Além disso, aletas e treinadores relataram à Associated Press que desconhecem casos.

— Nunca houve qualquer indicação, muito menos prova, de que algum competidor tenha utilizado injeções de ácido hialurônico para tentar obter vantagem competitiva — disse o porta-voz da federação, Bruno Sassi, à Associated Press, enfatizando que "esse boato infundado começou há algumas semanas, baseado em boatos".

A importância dessas medidas reside na natureza aerodinâmica do próprio salto de esqui. Os regulamentos estipulam que o traje deve se ajustar ao corpo do atleta dentro de uma tolerância limitada, geralmente entre dois e quatro centímetros.

Uma área de superfície maior dentro dessas margens pode aumentar a sustentação durante o voo e favorecer distâncias maiores.

Um estudo publicado em outubro na revista científica Frontiers destacou precisamente o quão sensível o desempenho é às variações no ajuste do traje, sugerindo que um ajuste mínimo poderia se traduzir em vários metros extras de voo.

Outras pesquisas citadas por especialistas e atletas reforçaram essa hipótese. De acordo com especialistas em biomecânica, cada centímetro adicional de tecido poderia acrescentar vários metros a um salto, o que explicaria a tentativa de alterar o volume corporal no momento da digitalização.

A FIS argumenta que o sistema de controle atual reduz significativamente a possibilidade de manipulação. A federação endureceu as regras após um escândalo descoberto no Campeonato Mundial de 2025, quando membros da equipe norueguesa foram flagrados alterando as costuras na região da virilha de seus trajes para aumentar a flutuabilidade.

Esse esquema resultou em sanções esportivas e administrativas, incluindo suspensões para os saltadores Marius Lindvik e Johann André Forfang e suspensões mais longas para membros da comissão técnica.

Após esse episódio, a FIS reforçou os controles introduzindo verificações antes e depois de cada salto, microchips embutidos nos trajes e melhorias nos sistemas de medição tridimensional. A organização acredita que esse endurecimento dos procedimentos reduz a viabilidade de qualquer tentativa.

Embora o ácido hialurônico não seja proibido pelas regras antidoping, especialistas médicos alertam que injetá-lo para fins estéticos ou de manipulação corporal pode acarretar riscos.

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