Projeção da “NHK” indica que o PLD e o Inovação do Japão terão de 302 a 366 cadeirasProjeção da “NHK” indica que o PLD e o Inovação do Japão terão de 302 a 366 cadeiras

Coalizão de premiê do Japão conquista maioria no parlamento

2026/02/08 20:43
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O PLD (Partido Liberal Democrático, direita) da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e seu parceiro de coalizão, o Inovação do Japão, devem ter de 302 a 366 cadeiras na Casa Baixa, de acordo com projeções da emissora NHK. Com isso, as legendas terão a maioria do parlamento do país. O pleito se deu neste domingo (8.fev.2026), após a mandatária dissolver o parlamento e convocar novas eleições apenas 3 meses depois de assumir o cargo.

Sozinho, o PLD deve conquistar de 274 a 328 cadeiras. Antes, tinha 198. O resultado configura uma vitória para Takaichi, que amplia a influência governista na casa. Todas as 465 cadeiras da Câmara dos Representantes estavam em disputa no pleito.

As eleições foram uma espécie de referendo sobre o trabalho da primeira-ministra. Ao anunciar, em 19 de janeiro, que o Japão teria eleições, Takaichi disse que queria que “o povo soberano” decidisse se ela é apta a ocupar o cargo. “Estou apostando meu próprio futuro político como primeira-ministra nesta eleição”, declarou. Caso o PLD fosse derrotado, a premiê afirmou que renunciaria.

Takaichi assumiu o cargo em 21 de outubro de 2025, representando a ala nacionalista do PLD. Antes de conquistar a liderança do partido, ela havia sido derrotada em duas tentativas anteriores –em 2021 contra Fumio Kishida e em 2024 contra Shigeru Ishiba. É a 1ª mulher a ocupar o cargo. 

A sigla governista ocupa o poder de forma quase ininterrupta desde a década de 1950. Nos últimos tempos, vem enfrentando problemas relacionados à divisões internas e desgaste depois de sucessivos controvérsias políticas.

Apesar das tensões, Takaichi chega fortalecida às eleições

Desde que assumiu o cargo, Takaichi tem adotado um discurso firme na área de defesa. Poucas semanas depois da posse, provocou a maior crise diplomática com a China em mais de uma década ao detalhar publicamente possíveis respostas de Tóquio a um eventual ataque a Taiwan. A posição rendeu críticas de Pequim, que acusa o governo japonês de estimular o ressurgimento do militarismo no país.

No campo econômico, a premiê enfrenta maior resistência. A promessa de suspender o imposto sobre vendas de alimentos, para aliviar o custo de vida, aumentou a desconfiança de investidores. A saída de capitais de títulos públicos e a pressão sobre o iene refletem esse receio.

Mesmo assim, Takaichi chegou à eleição com um bom índice de aprovação e capital político para enfrentar o pleito. Com o aumento da representação parlamentar de sua coalização, a premiê poderá estabelecer um governo mais estável.


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