A jornalista britânico-americana Sarah Baxter revelou no domingo o silêncio "ensurdecedor" do círculo íntimo do Presidente Donald Trump, uma vez que vários dos seus principais assessores e conselheiros foram revelados como tendo estado associados ao falecido traficante sexual condenado Jeffrey Epstein.
Segundo Baxter, a divulgação dos ficheiros de Epstein "revelou a imoralidade da América", observando que as pessoas que foram "apanhadas a mentir" sobre a extensão das suas relações com Epstein são agora forçadas a "esquivar-se e procurar cobertura".
"A sua estratégia vem diretamente do manual de relações públicas do malévolo conselheiro de Donald Trump, Steve Bannon, a quem o seu amigo Epstein perguntou em 2019 se deveria 'continuar a ignorar' os ataques pessoais", escreveu Baxter. "Bannon disse que sim. Respondendo, disse que 'torna tudo muito pior'. Ele está agora a seguir o seu próprio conselho cínico sobre o assunto."
Baxter observou que uma antiga adversária de Trump, Hillary Clinton, tem o "poder de destruir esta conspiração de silêncio" depois de a antiga primeira-dama ter exigido uma audiência pública perante o Comité de Supervisão da Câmara. O presidente James Comer (R-KY), explicou Baxter, "está agora à procura de desculpas para resistir a esta exigência".
"A sua relutância em chamar alguém do círculo de Trump para comparecer corresponde à quietude dos conspiradores Maga e QAnon", escreveu Baxter.
"Se Hillary Clinton tiver de prestar depoimento, vamos ouvir todos eles", acrescentou a jornalista. "E sim, isso inclui todos os Trump."
"É tempo de um ajuste de contas moral", disse.


