Tochas foram criadas com material reciclável nesta edição das Olimpiadas de Inverno — Foto: Divulgação
Os campeões da Olimpíada de Inverno poderão ganhar uma boa grana, caso estejam dispostos a vender as medalhas que conquistarem em Milão-Cortina. Embora os preços do ouro e da prata tenham recuado em relação aos recordes alcançados na semana passada, a prata está hoje cerca de três vezes mais cara do que estava durante as Olimpíadas de Paris 2024, enquanto o ouro está aproximadamente o dobro do preço — o que significa que as medalhas deste ano valerão bem mais. Pela primeira vez na história, em 2026 a onça do ouro ultrapassou US$ 5 mil.
As medalhas de ouro, porém, não são feitas de ouro puro — elas são compostas por cerca de 500 gramas de prata e recebem um banho de 6 gramas de ouro, enquanto as medalhas de prata são feitas de 500 gramas de prata.
Stephen Hare, economista-chefe da Oxford Economics, disse à Forbes que as medalhas de ouro de Milão-Cortina deverão valer cerca de US$ 1.940 (aproximadamente R$ 10.224), enquanto as medalhas de prata valerão cerca de US$ 1.000 (aproximadamente R$ 5.270), com base nas projeções de preços da Oxford para 2026: US$ 4.690 para o ouro (cerca de R$ 24.716) e US$ 64 para a prata (cerca de R$ 337).
O valores alcançados por medalhas vendidas em leilões, no entanto, podem ir muito além disso. Bobby Eaton, especialista em memorabilia olímpica da casa de leilões RR Auction, com sede em Boston, disse que uma medalha de ouro pode ser leiloada por algo entre US$ 60 mil (R$ 31e mil) e US$ 80 mil (R$ 422 mil), se o atleta decidir vendê-la nas semanas seguintes aos Jogos Olímpicos — observando que o valor pode ser ainda maior se a medalha tiver sido conquistada por um atleta famoso em um esporte popular.
Eaton afirmou que a RR Auction vendeu três medalhas de ouro do mergulhador Greg Louganis por mais de US$ 430 mil em julho, incluindo US$ 200 mil por um ouro conquistado nos Jogos de Seul, em 1988; US$ 199 mil por um ouro dos Jogos de Los Angeles, em 1984; e US$ 30 mil por uma prata das Olimpíadas de Montreal, em 1976.
Uma medalha de ouro de Paris 2024, acompanhada de uma rara tocha de revezamento, foi vendida por US$ 124 mil no verão passado. Medalhas mais antigas foram adquiridas por valores menores, como um ouro de Turim 2006, arrematado por US$ 43 mil, e um ouro de Los Angeles 1932, que saiu por US$ 18 mil na RR Auction no ano passado.
A medalha olímpica mais cara já vendida foi a de ouro de 1936, conquistada pelo astro do atletismo dos EUA Jesse Owens e arrematada em leilão pelo bilionário Ron Burkle por US$ 1,47 milhão em 2013 (mais de US$ 2 milhões em valores atuais).


