Tem virado uma rotina. Trimestre a trimestre, o BTG Pactual vem batendo recordes em praticamente todas as suas linhas de receita. Dessa vez, não foi diferente. No quarto trimestre de 2025, só a área de Investment Banking não apresentou um resultado recorde.
Mas, no acumulado de 2025, o banco de investimento cresceu em todas as linhas de receita e atingiu um desempenho histórico. O lucro líquido, por exemplo, atingiu R$ 16,7 bilhões em 2025, um crescimento de 35% em relação ao ano anterior e superior ao do banco espanhol Santander.
O desempenho do BTG Pactual foi impulsionado por uma combinação de diversificação de negócios, expansão acelerada das franquias de clientes e uma estratégia disciplinada de alocação de capital.
As receitas totais atingiram R$ 33 bilhões, alta de 32% sobre o ano anterior. O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido (ROAE) chegou a 26,9%, avanço de 3,80 pontos percentuais em relação a 2024. No quarto trimestre, o indicador alcançou 27,6%.
No quarto trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado foi de R$ 4,6 bilhões, crescimento de 40% sobre o mesmo período do ano anterior. As receitas totais atingiram R$ 9,1 bilhões, alta de 35%. O ROAE alcançou 27,6%.
Com R$ 2,5 trilhões em ativos sob gestão e administração, o banco de investimento somou uma captação líquida de R$ 354 bilhões. Só no quarto trimestre, as áreas de wealth e asset captaram R$ 108 bilhões, quase um terço de todo o ano de 2025.
O desempenho foi puxado por todas as linhas de negócio. O Investment Banking somou receitas de R$ 2,5 bilhões no ano, alta de 19%, com destaque para renda fixa (DCM) e M&As - o banco esteve na operação da Cosan (que teve o envolvimento do próprio BTG Pactual) e na compra da Linx, da Stone, pela Totvs. No quarto trimestre, a área gerou R$ 692 milhões, crescimento de 35,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em Corporate Lending & Business Banking, as receitas chegaram a R$ 8,4 bilhões em 2025, avanço de 29,5%. No trimestre, a receita foi de R$ 2,2 bilhões. O portfólio de crédito totalizou R$ 262,3 bilhões, sendo R$ 32,2 bilhões em PMEs.
A área de Sales & Trading também bateu recorde, com receitas de R$ 7,2 bilhões no ano e R$ 2 bilhões no quarto trimestre, impulsionada pela maior atividade de clientes e pela alocação eficiente de capital.
Em Asset Management, as receitas atingiram R$ 3 bilhões no ano, com ativos sob gestão de R$ 1,2 trilhão. A captação líquida foi de R$ 140 bilhões em 2025, sendo R$ 61,8 bilhões no quarto trimestre.
Wealth Management e Personal Banking somaram receitas de R$ 5 bilhões em 2025, com ativos sob gestão de R$ 1,2 trilhão. A captação líquida foi de R$ 214 bilhões no ano.
O avanço do BTG Pactual não se limitou ao Brasil. Em 2025, o banco concluiu aquisições estratégicas, como o M.Y. Safra Bank, em Nova York, e a fintech Justa, além de reforçar sua presença internacional com a emissão de US$ 750 milhões em títulos no mercado externo, ao menor spread sobre títulos soberanos de sua história.
Com a licença de banco completo nos Estados Unidos, região onde o BTG Pactual já tem uma operação, a expectativa é que possa oferecer mais serviços offshore a seus clientes pessoas físicas e corporativas.
O BTG Pactual também espera a aprovação da aquisição do HSBC no Uruguai, o que deve acontecer até meados de 2026, bem como aguarda a licença bancária no Peru. Com isso, a operação internacional deve ganhar mais musculatura em 2026.
Avaliado em R$ 344,7 bilhões, as units do BTG Pactual (BPAC11) avançam 15,5% em 2025 e 91% em 12 meses.


