O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão de sexta-feira (6) em terreno positivo, mas longe das máximas do dia. O índiO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão de sexta-feira (6) em terreno positivo, mas longe das máximas do dia. O índi

Morning Call: Dados de inflação e emprego recalibram apostas para os juros no Brasil e nos EUA

2026/02/09 20:18
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão de sexta-feira (6) em terreno positivo, mas longe das máximas do dia. O índice avançou 0,45%, aos 182.949,78 pontos, em linha com o clima mais otimista em Nova York e ainda sustentado pelo fluxo de capital estrangeiro.

O movimento, porém, já dá sinais de perda de fôlego depois da enxurrada de recursos vista ao longo do mês. Em entrevista ao Broadcast, Otávio Oliveira, gerente de Tesouraria do Daycoval, afirmou que o fluxo externo parece ter atingido um ponto de acomodação. Segundo ele, não há mais a mesma perspectiva de ingresso de recursos no mesmo volume observado anteriormente.

Em destaque no Ibovespa, as ações ligadas a commodities atuaram como freio para um desempenho mais forte do índice. A Petrobras acompanhou a volatilidade do petróleo e terminou o dia em queda de 1,04% (ON) e de 0,95% (PN). A Vale também ficou no campo negativo, com baixa de 0,95%, com o enfraquecimento do minério de ferro no mercado internacional.

Já o setor financeiro trouxe um dos principais vetores de sustentação do Ibovespa. O Itaú subiu 2,70% (PN), em meio à repercussão dos resultados do quarto trimestre de 2025, enquanto o Bradesco caminhou no sentido contrário, com perdas de 1,98%(ON) e 2,55% (PN), depois de sinalizar aumento da inadimplência e necessidade de provisões maiores.

Entre as maiores movimentações de alta, a Direcional disparou 6,9%, enquanto o Magazine Luiza avançou 5,7%. Na ponta posta, a CSN liderou as quedas, com recuo de 3,94%.

No câmbio, o dólar encerrou o dia em baixa de 0,63% ante o real, negociado a R$ 5,22, pressionado pelo enfraquecimento no exterior, pela recuperação das commodities e por um ambiente de maior apetite por risco entre os investidores.

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No cenário internacional, a semana começa com uma agenda carregada de dados de inflação e emprego. Nos Estados Unidos, os investidores acompanham o payroll e o CPI em busca de sinais que confirmem as apostas de cortes pelo Federal Reserve (Fed).

No Japão, a vitória ampla de Sanae Takaichi fortaleceu o Partido Liberal Democrata na Câmara Baixa e abriu espaço para avançar com medidas de expansão fiscal, redução de impostos e reforço da defesa. O resultado sustentou o rali do Nikkei, mas pressionou o iene e elevou os rendimentos dos títulos públicos.

A premiê afirmou que buscará relações mutuamente benéficas com a China e a manutenção da parceria com os Estados Unidos, sob Donald Trump.

No Oriente Médio, após negociações indiretas mediadas por Omã, o chanceler iraniano Abbas Araghchi reiterou que o país manterá o direito de enriquecer urânio, rejeitando a exigência de “enriquecimento zero” e descartando conversas sobre o programa de mísseis.

No Brasil, entram no radar o IPCA, além dos dados de varejo e serviços, enquanto o mercado tenta validar a expectativa de redução de meio ponto da Selic em março. A mediana do Broadcast aponta leve desaceleração do IPCA para 0,32%. A atenção está voltada especialmente para a inflação de serviços.

Um eventual recuo no varejo ampliado tende a reforçar a leitura de perda de tração já mencionada pelo Copom.

O Daycoval revisou sua projeção para 2026 de 4,1% para 3,8%, citando a contribuição da inflação importada mais comportada, com destaque para bens industriais e administrados.

A equipe econômica ainda acompanha nesta semana os desdobramentos do caso Master. O BRB apresentou ao Banco Central um plano de recomposição de capital que pode chegar a R$ 5 bilhões, a ser acionado em até 180 dias se houver necessidade.

Segundo o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, há alternativas como apoio do FGC, consórcio de bancos, uso de ativos imobiliários do DF e aporte do controlador.

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Manchetes desta manhã

  • Kinea vê ‘virada de 180 graus’ nos EUA e alerta para risco sobre fluxo global (Valor)
  • Lula não vai sancionar supersalários aprovados pela Câmara, dizem aliados (Folha)
  • Argentina: risco país cai e PIB cresce, mas recuperação é desigual e castiga parte da indústria (Estadão)
  • Dívida de 17 estados com a União será corrigida apenas pela inflação (O Globo)
  • Portugal elege primeiro presidente socialista em 20 anos (Valor)

Mercado global

As Bolsas da Europa iniciam a semana sem direção única, mas com viés positivo. Investidores monitoram a temporada de balanços, especialmente de grandes bancos, e aguardam a divulgação de dados relevantes de crescimento na Zona do Euro e no Reino Unido.

Na Ásia, a semana iniciou em terreno positivo com o salto do Nikkei e a recuperação do setor de chips. As ações do Japão saltaram para níveis recordes, após a vitória expressiva do Partido Liberal Democrático nas eleições antecipadas.

O mercado interpretou o resultado como um sinal de apoio à política fiscal considerada responsável e proativa da primeira-ministra Sanae Takaichi, enquanto os títulos de longo prazo recuperaram as perdas iniciais.

Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,76% e na Coreia, o Kospi fechou em alta de 4,10%. Na China, Xangai subiu 1,41% e o Shenzhen registrou ganho de 2,17%.

Em Nova York, os índices futuros operam em baixa, com a expectativa por uma semana carregada por balanços corporativos e indicadores relevantes de inflação e emprego nos Estados Unidos.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro:-0,28%
  • FTSE 100:-0,07%
  • CAC 40: -0,01%
  • Nikkei 225:+3,89%
  • Hang Seng: +1,76%
  • Shanghai SE Comp: +1,41%
  • Ouro (abr): +1,54%, a US$ 5.056,4 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): -0,32%, aos 97,316 pontos
  • Bitcoin: -0,79% a US$ 69.675,4
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Commodities

  • Petróleo: abriu a semana em alta, após a reunião entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã, em Omã, sobre o programa nuclear iraniano, com expectativa de novas rodadas de conversa.
    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve se encontrar com o presidente Donald Trump na quarta-feira (11), em Washington, para tratar do tema.
    O Brent/abril avança 0,34%, cotado a US$ 68,27 e o WTI/março sobe 0,39%, a US$ 63,80.
  • Minério de ferro: fechou em queda de 0,46% na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 109,74.
    Em publicação do Valor , o analista Vivek Dhar, do Commonwealth Bank, destacou que os estoques da commodity no país ultrapassaram 160 milhões de toneladas pela primeira vez desde fevereiro de 2022. Para ele, a percepção de excesso de oferta tem sido puxada principalmente pela demanda fraca da China por aço.

No cenário internacional, payroll recalibra apostas para os juros

Nos EUA, as atenções se voltam para dois indicadores centrais: o payroll, que será divulgado na quarta-feira (11), e o CPI, na sexta-feira (13). Os números devem calibrar as apostas para os próximos passos do Federal Reserve em relação aos juros.

Ainda hoje, investidores acompanham os discursos dos dirigentes do Fed. Christopher Waller e o diretor Stephen Miran participam de eventos às 15h30, enquanto o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, fala às 17h15.

A temporada de balanços em Nova York também ganha tração. Na terça-feira (10), publicam seus resultados s Coca-Cola, Ford e AIG. Na quarta-feira, é a vez do McDonald’s. Já na quinta-feira, o mercado acompanha o Airbnb.

Cenário nacional

No Brasil, a agenda da semana inicia com a divulgação do tradicional Boletim Focus, com a atualização das expectativas para inflação, juros e crescimento, mas o foco recai sobre o IPCA de janeiro, previsto para amanhã. Também entram no radar a Pesquisa Mensal de Serviços, na quinta-feira, e as vendas do varejo, na sexta.

Na agenda das autoridades, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de evento da ABBC entre 9h30 e 10h25, em São Paulo.

Ele também tem presença confirmada em encontro promovido pelo BTG Pactual amanhã (10) e quarta-feira (11). O evento contará ainda com nomes como Fernando Haddad, Hugo Motta, o ministro do TCU Vital do Rêgo, além dos gestores André Jakurski, Luis Stuhlberger e Rogerio Xavier, e uma entrevista com Flávio Bolsonaro.

Na agenda política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, a partir das 10h, de cerimônia no Butantan para anúncios relacionados à infraestrutura de produção de insumos e imunobiológicos.

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Destaques do mercado corporativo

  • JBS: firmou joint venture em Omã com investimento de US$ 150 milhões, comprando 80% da Oamn Food Capital e elevando presença global para 26 países, com capacidade superior a 300 mil t/ano.
  • Petrobras: a Namíbia informou que, por ora, não reconhecerá a licença de exploração offshore obtida pela estatal e pela TotalEnergies até a conclusão do processo legal local.
  • Bradesco: indicou Paulo Rogério Caffarelli, Ivan Gontijo e Regina Nunes para o conselho e convocou AGE em março para capitalização de R$ 6,67 bi, sem emissão de ações.
  • Copel: a BlackRock passou a deter 5,17% das ações ordinárias, conforme atualização de participação relevante.
  • Azul: concluiu emissão de US$ 1,375 bilhão em títulos no exterior, com cupom de 9,875% e vencimento em 2031, avançando na saída do Chapter 11.
  • Axia: aprovou a 8ª emissão de debêntures de até R$ 2 bilhões, com prazos de até 15 anos, e encerrou programa interno de compra de ações por funcionários.

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