O Financial Times voltou a declarar o fim do Bitcoin ao afirmar que a criptomoeda ainda vale “US$ 70 mil a mais”.
A reação foi imediata, com investidores vendo o ataque como um clássico sinal de fundo de mercado.
O artigo foi assinado por Jemima Kelly, colunista do Financial Times, no texto, ela afirma que o Bitcoin “ainda está cerca de US$ 70 mil caro”. Além disso, sustenta que a tese do “maior tolo” estaria se esgotando.
Segundo Kelly, investidores continuam confiantes mesmo diante de riscos claros. Por isso, ela compara o movimento do Bitcoin a uma queda inevitável. A analogia usada vem do filme francês La Haine.
No longa, um personagem repete “até aqui, tudo bem” durante a queda. Entretanto, o impacto final seria inevitável, para a colunista, o Bitcoin seguiria a mesma lógica.
A resposta dos bitcoiners foi rápida e majoritariamente crítica, nas redes sociais, muitos viram o texto como um “sinal de fundo”. Esse comportamento já ocorreu em ciclos anteriores do mercado.
Fred Krueger escreveu no X:
Outros analistas reforçaram o tom otimista.
Além disso, houve críticas diretas à relevância atual do jornal.
O empreendedor Bram Kanstein ironizou o posicionamento do FT, segundo ele, o jornal ignora “a maior inovação tecnológica financeira do século”. Por isso, muitos classificaram o artigo como ultrapassado.
Apesar da crítica do Financial Times, o Bitcoin segue próximo de máximas históricas. Em 2026, o ativo mantém forte adoção institucional e liquidez elevada. Além disso, ETFs e empresas listadas continuam acumulando BTC.
Historicamente, previsões de “morte do Bitcoin” se repetem desde 2011. Entretanto, o ativo já sobreviveu a dezenas dessas narrativas, portanto, parte do mercado vê esse tipo de texto como ruído.
Ao mesmo tempo, o episódio reforça o choque cultural entre sistemas, de um lado, a visão tradicional de valor, do outro, uma tecnologia descentralizada em expansão.
O artigo do Financial Times reacendeu críticas antigas ao Bitcoin, mas também fortaleceu a convicção de seus defensores.
Em ciclos anteriores, ataques semelhantes antecederam fortes recuperações, mantendo o debate longe de um consenso.
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